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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Poetry Time 66



Pode até parecer que foi marcado, mas não foi! Eu tenho postado as poesias na ordem em que as escrevi e calhou de a poesia de hoje, a última poesia do ano de 2014, ser uma poesia que eu escrevi no dia 1º de janeiro de 2009, que foi uma quinta-feira, como vai ser o dia 1º de janeiro de 2015! Espero que isso signifique alguma coisa boa *ri*

Veio ainda mais a calhar o fato da poesia se chamar "Futuro", não? E esse sentimento que ela traz é um sentimento que eu não sei bem dizer se nunca foi embora ou se acabou de voltar em mim, mas que ainda está bem aqui, procurando por essas respostas...

Mais uma vez, eu quero agradecer pelos leitores que eu tenho, aqui, no Nyah!, em todos os lugares do mundo, pela inspiração que eles me trazem e principalmente pela inspiração que vem de Deus! Porque se não viesse dEle, eu não sei dizer se viria ou de onde viria... Muito obrigada por 2014 ter me proporcionado novas Literaturas, afastando por mais um ano a ameaça de minha fonte secar!

Que 2015 seja bem menos Drama Queen do que 2014 foi e que traga só coisas boas! Bons momentos, bons amigos, bons sucessos, bons livros, bons amores! Que ele seja menos duro nas lições que eu tenho ainda de aprender e mais maleável nos objetivos que eu quero alcançar! Que seja um ano de realizações!

Feliz Ano Novo pra todo mundo!

Poesia do dia 1º de janeiro de 2009 (quinta-feira)

Futuro

Por quanto tempo ainda vai durar
Toda essa minha solidão?
Essa noite infinda sem luar,
Na estrada escura da ilusão?

Que dor é essa que fere e não existe?
Que traz a espada transpassada pelo peito?
Que condena o coração a ser tão triste?
Que faz qualquer problema não ter jeito?

Essa angústia dilacera sem motivo,
Encarcera a razão inconstante.
Traz no impossível um atrativo
De uma ansiedade tão sem precedente.

Eu busco dolorosamente essas respostas,
Como eu queria esse segredo desvendar...
Pra não errar nesse jogo de apostas
Que é o Futuro a me espreitar...

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Day 66



Como no último dia do ano, vai ser um dia de Poetry Time, este é o último post do ano do "Cause I'm a Writer" e eu quero que seja especial!

2014 foi um ano bem difícil (quando a gente vai se tornando adulto, os anos vão ficando cada vez mais difíceis...), mas eu tive muitos bons momentos também e, apesar de algumas coisas terem se partido, se quebrado para sempre, as pessoas que quiseram ficar na minha vida, mesmo que as minhas muralhas de gelo tenham ficado ainda mais temperamentais, são as melhores possíveis!

2014 eu concluí o terceiro livro da "Casa das Hostesses", tive muitas boas ideias, desenvolvi esse projeto do blog contando minhas peripécias como escritora que também pode acabar virando livro... Foi um ano bastante literário pra mim e não tem nada que me deixe mais feliz!

Eu ainda tenho algumas coisas pra contar aqui sobre meus livros, algumas poesias pra mostrar e "explicar" (nem sei se minhas explicações fazem muito sendo pra alguém...), então o "Cause I'm a Writer" continua (pelo menos em janeiro... Alguma sugestão pra o que fazer depois?)!

Com esses textos, como eu já disse, eu aprendi muito sobre mim mesma e sobre a minha escrita e não tem presente maior para um escritor do que este, então, eu sou muito grata, de verdade, pela ideia que a Camii me deu, pelos comentários que eu recebi, pelas pessoas que estão sempre aqui lendo, pelos retweets nas minhas poesias do blog "The Poetry and Me Daily" (http://paper.li/GoodPoetryBlog/1341401558) e por 2014 ter sido bom (pelo menos nesse aspecto!) pra meu "eu-lírico"!

Até 2015!

"Da Literatura piegas nos livre Deus sobre todas as coisas" Almeida Garret.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Poetry Time 65

Se tem uma coisa que eu gosto de verdade é de pensar em escrever como algum tipo de magia, feitiçaria (tudo do bem, é claro, né? *ri* não vamos nos exaltar e queimar escritores na fogueira também...) e eu não consigo me decidir se gosto mais da palavra "feitiço" ou "spell"! Acho que elas duas tem tanta coisa escondidas, não apenas em seus significados... Pois é... Eu também penso nessas coisas quando escrevo, na escolha certa de palavras que tenham uma ligação (pelo menos pra mim) com o que eu estou falando...

E um "feitiço do adeus" é uma ideia tão bonita... Acho que não tem uma dor maior do que essa... Dizer adeus... Em todos os sentidos também que ela agrega...

Essa é mais uma poesia minha que tem uma entidade proclamada por uma maiúscula alegorizante, "Insônia" e acho que é uma das entidades que eu mais gosto! Acho a Insônia inspiradora e torturadora e isso é tão intrigante... Pensar que você não consegue ter domínio do próprio sono...

Poesia do dia 26 de agosto de 2008 (terça-feria)

Good Bye Spell

Doce, muito doce sentimento
Que aparece de repente, sem convite.
Dor que incomoda o pensamento
E que a Insônia atacar a noite, permite.

Doce flâmula, cálida de felicidade,
Que se acende e se apaga, dia-a-dia,
Seu prazer de separar é a maldade,
Seu êxtase em provocar agonia.

A dor de dizer adeus a alguém que ama,
Como se a felicidade fosse uma flor
Que murcha no inverno, nessa grama,
Como se a liberdade fosse um calabouço traidor...

Feitiço do adeus e da saudade,
Que faz a minha alma enlouquecer.
Tentação da minha ingente ingenuidade
Que me prender ao vosso bem querer.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Day 65

Richard Castle (Nathan Fillion) e Kate Beckett (Stana Katic)


Como eu falei sobre conviver com um escritor (e usei uma cena como foto do post!), finalmente eu vou conseguir falar aqui sobre um assunto que eu estou há um tempão tentando encaixar no "Cause I'm a Writer"... Meu seriado preferido: CASTLE!

Castle tem tudo a ver com esses textos e comigo porque é sobre um escritor de romances policiais, Richard Castle, que vai trabalhar com a polícia de NY para fazer pesquisa para seus próximos livros, em que baseará sua protagonista na detetive Kate Beckett!

Eu sou loucamente apaixonada por esse seriado porque ele capta tão bem a essência de um escritor (apesar do Castle ser um tantinho excêntrico além da conta *ri*) e ainda mais como funciona o relacionamento de um escritor e sua musa! É tão impecável a maneira como ele age com a Beckett que até me tira o fôlego!

Eu nunca escrevi nenhuma fanfic sobre Castle, apesar de isso soar estranho, já que eu sou escritora de fanfics e é meu seriado preferido, mas é exatamente porque eu nunca senti necessidade. Eu nunca terminei de assistir a um episódio sentindo vontade de completar nada porque ele já tem tudo o que eu quero ver: romance, comédia, suspense, drama, personagens maravilhosas, um protagonista cativante, uma protagonista forte... É um dos seriados mais completos e mais bem escritos de todos os tempos!

O Castle é tudo o que eu mais quero ser um dia!

Infelizmente, os box de temporada de Castle não vendem no Brasil e eu não consigo entender por que, já que passa na TV há anos, tem dublado e já chegou a passar na TV aberta por um tempinho...

#Vendam Castle no Brasil!

sábado, 27 de dezembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Poetry Time 64

Eu estava procurando nas minhas poesias anteriores para colocar aqui, mas não consegui encontrar dessa vez... Eu tenho certeza de que tenho uma frase muito parecida com essa que está na terceira estrofe "Nossa amizade, em palavras, não se explica,/ Sendo ela a mais rica explicação", mas o jeitinho dela se parece com minhas poesias para o meu "Herói", não parece? Pois é... Eu não consegui viver nem mesmo um ano inteiro sem ele... Mas não da mesma forma, de uma forma diferente, mais parecida com a de quando nos conhecemos e assim ele continua na minha até hoje! Meu melhor amigo no mundo inteiro!

Acho que eu não conseguiria explicar essa relação melhor do que "Essa amizade que nasceu tão de repente,/ Conseguiu me salvar da minha escuridão"!

Poesia do dia 25 de agosto de 2008 (segunda-feira)

União

Você que está tão perto, mesmo tão distante,
Que consegue alegrar tanto meu viver,
Tornou-se para mim mais importante
Do que eu jamais saberei descrever.

Um captor, muito mais do que um amigo,
Alguém tão disposto a me entender,
Que rompeu o meu feitiço antigo
Que eu usava pra me esconder.

Nossa amizade, em palavras, não se explica,
Sendo ela a mais rica explicação.
Com toda sua alegria, modifica,
Confundindo o que eu julgava ser razão.

Eu fixo agora esse elo permanente
Pra que sempre exista nossa ligação.
Essa amizade, que nasceu tão de repente,
Conseguiu me salvar da minha escuridão.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Day 64

cena do meu seriado preferido "CASTLE"


Eu acho muito engraçado o jeito como eu me empolgo quando estou escrevendo, principalmente quando estou escrevendo sobre escrever *ri* pareço uma maluca, surtando sozinha de empolgação e felicidade e isso me fez pensar em como é difícil conviver com um escritor...

O ruim de conviver com um escritor é que nossos assuntos sempre giram em torno do que estamos escrevendo no momento, as pesquisas que temos feito para esse trabalho, as ideias que temos tido... Nunca vou me esquecer de quando assisti um documentário sobre o C. S. Lewis, escritor de "As Crônicas de Nárnia", que falou sobre a amizade dele e do Tolkien e o clube de escritores que eles tinham, onde conversavam sobre suas criações... Por dezessete anos, a frase de Tolkien era "eu escrevi uma nova parte de O Senhor dos Anéis" *ri* Mas é bem assim mesmo... É só pra perguntar pras minhas amigas se eu não fico falando sem parar sobre A Casa das Hostesses... Eu falo mesmo...

Sem contar as brainstorms e a hiperatividade por causa das grandes quantidades de café ou de açúcar ingeridas... Com isso também não é nada fácil de lidar...

E quando você está falando com um escritor e não tem certeza de se ele está realmente te ouvindo ou se está fazendo anotações do que você está dizendo pra usar em algum livro ou talvez esteja fazendo literatura com a própria imaginação, porque o olhar dele está perdido, distante, como se estivesse em outro lugar e nem se lembra mais de onde realmente está?

Não sei se é um medo frequente entre as pessoas que convivem com um escritor (ou nas pessoas que convivem comigo), mas talvez devesse ser... O ruim de conhecer um escritor é a possibilidade de acabar entrando em um dos livros dele, pode ser uma homenagem bonita, mas e se vocês se desentenderem e ele acabar te fazendo um personagem que todo mundo odeia? E se ele decidir te matar nos livros dele? Isso me lembra também uma outra história com escritores que eu gosto... No documentário sobre o último livro de Harry Potter, eu acho, a J.K. Rowling foi até sua cidade natal, se não me engano, e encontrou num livro de registros de onde ela tirou inspiração para o nome de um de seus personagens "ruins" e disse pra esconderem aquele livro, para queimá-lo *ri* É bem assim mesmo...

Acho que o pior é a enorme quantidade de papeis espalhadas pela casa! Uma enorme bagunça! Anotações aleatórias em guardanapos, bloquinhos de todas as cores que não dá mais pra saber se ele já usou em algum lugar ou se ainda está esperando aquele momento mágico em que aquela frase vai se encaixar em alguma outra e formar um texto completo...

Conviver com escritor deve ser uma das coisas mais bizarras vistas pela humanidade e isso eu falo por mim mesma que tenho de conviver comigo até mesmo nesses momentos estranhos em que estou sozinha, escrevendo e surtando *ri*

Mas acho que seria ainda pior se não existissem escritores! Imagina só como seria? Ter toda essa emoção descontrolada de uma criação nova na cabeça sem extravasá-la no papel? Não há quadro mais triste...

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Poetry Time 63

Não acho que essa poesia tenha nada a ver com Natal, mas eu estou seguindo a cronologia das minhas poesias e infelizmente eu também não tenho nenhuma poesia que fale sobre essa data...

É interessante como coisas que eu escrevi há tanto tempo ainda fazem tanto sentido. Não que eu me lembre exatamente sobre o que eu estava pensando na época, mas essa poesia acabou de me fazer pensar numa pessoa que só vive assim, de "aparências", de "selfies", de "curtidas no Facebook", de comentários que ela está linda, de "haters" dizendo que ela está feia... E, no entanto, ela não consegue fazer com que nada na vida dela dure por muito tempo, ela se cansa fácil dos outros e os outros suportam por pouquíssimo tempo essa necessidade gulosa dela de ser sempre "admirada"... O caminho dela é mais marcado por pessoas que foram deixadas para trás do que de pessoas que continuam ao seu lado (e ela nem se dá conta de que no futuro não vai sobrar mais ninguém)...

Eu fui uma das pessoas que lutou de verdade pra ser amiga dela, por muito tempo mesmo e eu ainda gosto muito de quem ela é quando não está tentando loucamente ser essa pessoa detestável... Eu não sou de me cansar fácil das pessoas por quem quero lutar, mas eu cansei de "me iludir com promessas"...

No primeiro verso da última estrofe, "Quebre o rosário de sofrimento", eu me lembrei da poesia que eu postei no dia 16 de novembro, Oração Silenciosa em que eu falava sobre "um terço de lágrimas derramadas", "meu terço de lágrimas vertidas"... As duas ideias se completam.

Poesia do dia 21 de agosto de 2008 (quinta-feira)

Fake Memories

Por que se iludir com promessas
Que sabe que não vão acontecer?
Por que sonhar com egressas
Se tudo o que precisa é viver?

Por que se prender em falsas memórias?
Não deixe a vida passar temendo sofrer.
Uma vida de alegria ilusórias
Nunca fará o vazio desaparecer.

Contentar-se com falsas esperanças
Não lhe dará forças pra continuar.
Não encontrará nada nas lembranças
Que faça sua dor passar.

Quebre o rosário de sofrimento
Para finalmente poder se libertar.
Não deixe nenhum falso sentimento
Impedi-lo de se encontrar...

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Day 63



Tatsuo Takagi é um protagonista sem precedentes, pelo menos pra mim *ri* Ele não é nem de perto um garoto sensível e romântico, às vezes ele é até um pouco rude com a Nara! Ele é um "bad boy"! E isso também me divertiu muito em Glamorous Night!

Ele não tem nada, absolutamente nada de "perfeitinho" *rindo* E ele não quer nem mesmo que a Nara tenha essa ilusão ou que ela ache que vai "salvá-lo" ou "torná-lo certinho" e essas coisas. Tatsuo é quem ele é do começo ao fim (e esse é dos principais motivos para esse casal discutir muito ao longo do livro também)!

Antes que eu passe aqui a ideia errada sobre ele, eu preciso deixar bem claro que o Tatsuo não é o tipo de bad boy que faz coisas legalmente erradas! Ele é um rebelde, mas ele não rouba, não se droga... Ele é só um garoto do colegial um pouco sem limites, nada de grave! E muito, muito mal humorado e sem educação! Mas ele ainda é o 'mocinho' dessa história (apesar de levar sua 'mocinha' aos extremos *ri*).

Na época em que eu estava escrevendo, eu estava assistindo ao seriado baseado no filme "Dez Coisas que eu Odeio em Você" (que, por sua vez, é baseado na obra shakesperiana "A Megera Domanda"), então, a personalidade do Tatsuo se parece bastante com o Patrick Verona do Etahn Peck.


Mas o que eu achei mais legal escrevendo o Tatsuo é que ele poderia ter acabado ficando igual ao Kouyou de Ser e Estar, mas não ficou! Os dois tem exatamente a mesma base, mas são personagens bem diferentes e cheios de personalidade, o que me deixa bastante orgulhosa! O Kouyou, apesar de ser "o demônio loiro" dos pesadelos da Kimi, no começo do livro, é um garoto romântico, enquanto que o Tatsuo não tem muita paciência para ser romântico, não... Sem contar que o Kouyou aprende e amadurece muito e o Tatsuo  não aprende nada! *ri*

Glamorous Night é um livro que me ensinou bastante e pelo qual eu sou apaixonada da mesma maneira, como no dia em que eu comecei a escrevê-lo, porque ele é bastante honesto ao mostrar um lado bem turbulento de se apaixonar!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Poetry Time 62

Essa é mais uma poesia em que aparece a metáfora das "correntes da Ilusão", assim como da asa da infância. Acho que também não é a primeira vez que eu menciono uma redoma... Mas isso eu não tenho tanta certeza (eu precisaria rever as anteriores, pra ter certeza de que eu não falo de redoma depois e estou falando besteira agora...)

Eu gosto muito de falar sobre asas e sobre essa metáfora não apenas por causa do mito de Ícaro, que sempre foi um dos meus preferidos, mas também porque eu sempre comparo escrever com voar e eu imagino que seja a mesma sensação, gosto muito desse pensamento. E só de pensar em ficar com uma "asa quebrada" pra escrever... É realmente sufocante!

Poesia do dia 20 de agosto de 2008

Broken Wing

Presos numa cela sufocante,
Atados às correntes da Ilusão,
Encarcerados na tortura constante,
Afastados da salvação.

Sugam a nossa energia,
A nossa vontade de viver.
Envolvidos pela agonia
De sangrando se refazer.

A felicidade foi perdida,
A liberdade, arrasada.
Só resta derretida
Aquela asa quebrada.

Regenerar-se do sofrimento
Sozinhos em nossa redoma.
Protegidos do ressentimento
Da vida que perdeu o aroma.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Day 62



Apesar de ter um ambiente escolar como "As Canetas Mágicas", "Ser e Estar" e "Best Friends", Glamorous Night é diferente, assim como sua protagonista. Nara é diferente de Carolina e Victória, das Canetas, diferente da Kimi, de Ser e Estar e diferente de Miya, de Best Friends, mas tem a força, a coragem e a determinação de suas antecessoras, sem sombra de dúvida!

Eu me diverti muito quando escrevi "Glamorous" porque a Nara não é só uma protagonista forte, ela é briguenta! Mais briguenta e impetuosa do que qualquer outro personagem que eu tenha inventado antes ou depois dela! E era muito engraçado mesmo porque eu escrevia sempre tentando encontrar o momento certo em que ela perderia a calma e "rodaria a baiana"!

E foi legal porque ela foi uma personagem que eu consegui fugir bastante do meu próprio molde ao criá-la, porque eu não consigo nem me imaginar sendo tão radical quanto ela *rindo* Conforme eu evoluía com o livro, acho que ela ia ganhando mais confiança e seu temperamento saindo mais do controle!

Mas ela não ficou uma "maluca estourada"! Eu gostava principalmente das cenas em que ela aparecia com seu grupo de amigas, totalmente alegre e sob controle e também era uma parte divertida de escrever!

Eu tenho um carinho imenso por esse livro porque ele foi um verdadeiro desafio pra mim, me fez sair da minha "zona de conforto" (apesar de ser meu quarto livro ambientado numa escola...) e testar minha imaginação, me deu uma protagonista divertida, com amigas leais e fofas (como eu gosto de fazer com meus personagens secundários!), um triângulo-amoroso juvenil mais ou menos surpreendente, diálogos saborosos e, por último, mas não menos importante, um protagonista como Tatsuo Takagi (de quem eu falo no próximo texto, ok?)!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Poetry Time 61

Agosto foi o último mês de 2008 em que eu escrevi poesias (esse foi mesmo um ano ruim...), mas, pelo que eu andei vendo, as de 2009 não foram muito diferentes do que eu tenho postado até agora e seguiram essa mesma linha. Em 2009 eu escrevi dez poesias e depois já virão as novas, que eu escrevi nesse começo de 2014, aí sim vocês verão uma diferença bem grande no meu estilo. Ainda mais se compararmos com as do comecinho *ri*

Acho que a única coisa que eu quero falar mesmo sobre a poesia de hoje é o primeiro verso da última estrofe: "Três é o número da vitória". Eu gosto muito dele, tanto quanto gostei quando o escrevi. Três é nosso número, meu, da Carol e do Matheus! É o que é mais importante na minha vida, nos tempos bons e nos tempos ruins!

Poesia do dia 20 de agosto de 2008 (quarta-feira)

Why We are Worst

Nós somos o que queremos
Sem nunca nos importar
Porque sempre crescemos
Sem críticas escutar.

Somos tão diferentes
Dos padrões que nos ensinaram
Somos irreverentes
Ao que todos sempre mandaram.

Por que nunca questionar
O que realmente obedecer?
Nós temos sonhos pra realizar
Ansiamos por viver.

Três é o número da vitória,
Juntos, nada mais precisamos.
Ser o pior é a ideia ilusória
Da liberdade pela qual lutamos.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Day 61



O bom de ter contato com minhas leitoras nesse momento de busca de inspiração é que muitas vezes (muitas vezes mesmo!) uma coisa que elas me dizem, uma reflexão que elas fazem sobre o que acabaram de ler e eu consigo ter uma ideia nova que acaba desencadeando um texto ou um livro novo (como o efeito em cascata ou efeito dominó, como eu já disse que as ideias acabam se desencadeando dentro da minha cabeça)!

Eu gosto muito dos comentários que elas me fazem e muitas das interpretações delas excedem as minhas expectativas, me colocando pra repensar sobre o que eu escrevi sob o ponto de vista delas e isso é muito legal porque às vezes eu não fui capaz de enxergar aquilo enquanto escrevia e outra pessoa viu!

Direta ou indiretamente elas me pedem pra escrever algumas coisas que elas gostariam de ler e eu tento atender a esses pedidos o máximo possível, seja me aprofundando mais na história de um personagem ou num relacionamento, às vezes até encontro ideias para uma história completamente nova!

Esse contato é muito divertido e muito proveitoso porque elas me apoiam nos meus momentos bons e ruins, aguentam minhas provocações, me ajudam a sempre me manter firme e me inspiram muito!

Mais do que leitoras e amigas, elas fazem parte do meu mundo e esse mundo também se torna delas, não só quando atravessam suas portas, mas também quando encontram ali a resposta para alguma pergunta que me fizeram, um comentário delas que eu incorporei, uma interpretação ou uma tarde inteira de conversas! Tudo isso me ajuda a descobrir mais sobre a minha escrita e sobre os próximos caminhos que eu quero trilhar!

Assim como muitos dos outros depois dele, nasceu "Glamorous Night"!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Poetry Time 60

Acho difícil dizer o que eu gosto mais nessa poesia... Uma coisa que eu acabei percebendo enquanto passo todas elas aqui pro blog é que mais de uma vez eu falo sobre um "cálice profano" (como no quarto verso da primeira estrofe: "que o cálice profano se derrama") e essa é uma metáfora minha que eu mesma ainda estou tentando decifrar...

Gosto do verso "Enforque-se com a corda do destino", essa ideia é tão intrigante, é tão elaborada!

E simplesmente amo as duas últimas estrofes inteiras!

Poesia do dia 20 de agosto de 2008 (quarta-feira)

Trap Masters

Não corra, não fuja mais,
Insensata perseguição que não se clama.
A luta por novos ideais
Que o cálice profano se derrama.

Envolve-se em sua própria traição,
Enforque-se com a corda do destino.
A armadilha da nossa criação
É  razão dos mestres do divino.

Cave a sua própria sepultura,
O nosso jogo não irá ganhar.
Quando o medo é única armadura
Nossas regras vão lhe guilhotinar.

Invoquem os Mestres das Armadilhas,
Nós sempre saberemos o que fazer.
Os Mestres das Almas andarilhas
O chão de toda Terra irão tremer.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Day 60



Quando eu quero me inspirar pra escrever alguma coisa nova, barulho com certeza não ajuda muito... Eu preciso organizar minhas linhas emaranhadas de pensamentos, por isso, entro no meu quarto e fecho a porta, deito na minha cama, fecho os olhos e começo a desembaraçá-las pacientemente.

Também ajuda bastante reler o que eu já escrevi, seja o que for: uma velha poesia ou uma fanfic, um trecho de um livro, uns pensamentos... Quando estou no meio de um trabalho, também pode ajudar pegá-lo desde o começo e relê-lo com atenção.

Começar uma leitura nova também é legal, estar sempre em contato com a literatura de outros escritores e conhecer sempre novos tipos de contar histórias, novos estilos, novas ideias. Eu gosto de ser fiel aos escritores com que já estou acostumada, mas, esse ano, por exemplo, eu gostei de me envolver com outras histórias, de novos autores e não ficar com minha leitura parada, isso foi muito bom mesmo! Descobrir mundos novos para explorar!

Buscar inspiração nunca é uma tarefa fácil e precisa de muita persistência, muitas vezes porque o lugar onde vamos encontrá-la é o último que vamos olhar (sim! Isso acontece com inspiração também!)

O ambiente nem sempre contribui para o escritor se inspirar... Às vezes, calha de você precisar de silêncio pra pensar e justo nesse dias as portas não param de ficar abrindo e fechando e as pessoas precisarem conversar... Às vezes, você não tem uma mesa pra sentar e escrever ou a televisão está muito alta pra conseguir se concentrar...

Ou você pode também se encontrar num ponto em que parece que você já usou todos os seus recursos de escritor e não tem mais nenhum que nunca tenha usado antes pra contar uma história e ela parecer nova... Esse é o maior desafio de todos!

domingo, 14 de dezembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Poetry Time 59

Essa poesia se explica muito bem em sua última estrofe: "Andar não é o bastante/ Para o que existe a aprender./ Sempre seguir a diante/ Não significa crescer."

Quando você não sabe como seguir em frente, não sabe que caminho tomar e fica andando em círculos, você continua parado no mesmo lugar, mesmo que pareça se mover e isso é ainda mais frustrante, porque você tem a impressão de estar se movendo, mas na verdade não está.

Aqui eu coloquei mais uma vez a menção ao meu (eterno) problema com "ter de crescer", com "ter de amadurecer". Isso é sempre um problema pra mim (e não acho que algum dia vai deixar de ser)...

Poesia do dia 19 de agosto de 2008 (terça-feira)

Endless Circle

Caminhos cheios de intriga,
Caminhos que não levam a nada.
Que cada curva é inimiga
Pra cada escolha errada.

Um círculo interminável
Que tenta te distrair
Quando se está vulnerável
Sempre se que desistir.

Não há ponto de partida,
Não há onde chegar...
Com cada nova ferida
Há uma lição a aceitar.

Andar não é o bastante
Para o que existe a aprender.
Sempre seguir a diante
Não significa crescer...

sábado, 13 de dezembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Day 59



Quando eu falo sobre um escritor não questionar a si mesmo, espero que isso não seja entendido errado... Eu estou me referindo de novo àquele ponto que eu já mencionei lá no começo, quando falei sobre escrever poesias, sobre ser muito autocrítico. Ser autocrítico não deve ser uma coisa ruim! Você deve se cobrar melhorar, mas essa evolução vem naturalmente, com a prática e com a perseverança.

O que você não pode é deixar essa autocrítica virar um bloqueio intransponível que acaba te fazendo desistir! Você tem de trocar o "eu devia ter feito melhor" pelo "eu ainda vou fazer melhor" ou "eu vou continuar pra fazer melhor"! Ninguém começa no seu nível mais alto! Ninguém! E a primeira pessoa que tem de ser paciente e entender suas limitações é você mesmo!

Se eu ficasse perdendo o meu tempo questionando cada ideia que eu tenho pra escrever, quase nenhuma delas teria sido escrita!

"As Canetas Mágicas? Que ideia infantil! Tanta coisa melhor pra ser mágico... Por que tem de ser canetas? Você não poderia levar um tempinho mais até ter uma ideia menos boba?"

"Ser e Estar? Não tinha um nome menos idiota?"

"A Casa das Hostesses? Mas nem todo mundo sabe o que é realmente uma hostess... Vão entender tudo errado..."

"Unmei? Um garoto sendo babá de uma menina? Vão entender tudo errado mesmo!"

"Glamorous Night? Mais um livro que se passa numa escola? Que falta de criatividade"...

E por aí vai... Viram só? Se um escritor (ou qualquer tipo de artista, na verdade) começar  a questionar sua inspiração e, mais importante, sua capacidade de transformar aquela ideia inicial numa coisa nova, quantas obras maravilhosas não teríamos perdido?

Quantas coisas nós já não perdemos sem saber por causa disso? Quantas vezes, alguém não talhou as próprias asas da imaginação, com medo de voar?

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Poetry Time 58

Essa poesia é bem legal, apesar de ainda seguir a linha depressiva das anteriores! Gosto muito dos primeiros versos das três primeiras estrofes serem todos substantivos que vão formando o cenário e dos segundos versos terminarem o sentido da última palavra do verso anterior.

Com certeza, a terceira estrofe é a minha preferida: "Sombra, sombra, escuridão/ Oculta a face da dor/ Esconde da Salvação/ Aquele que pertence ao pudor".

Essa é uma poesia onde dá pra encontrar algumas maiúsculas alegorizantes (que eu adoro colocar)!

Poesia do dia 19 de agosto de 2008 (terça-feira)

Hide Shaddow

Noite, lua, estrelas, céu
Tingido de azul cinzento...
Sombra oculta, infiel
Que encharca meu pensamento.

Sombras, luzes, claro enfim.
O som de nossos tambores,
Orquestram a sinfonia sem fim,
A melodia do circo de horrores.

Sombra, sombra, escuridão
Oculta a face da dor
Esconde da Salvação
Aquele que pertence ao pudor.

Nós vamos continuar
Para que a noite não prevaleça.
Para a Verdade triunfar
Antes que tudo enlouqueça.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Day 58

Além de ser criança, um escritor tem de ter aquele olhar de criança também, tem de ver tudo diferente! É como você encontra o Potencial Literário das coisas!

Com o olhar de escritor nada é só uma coisa... Um passeio nunca é  um passeio, um jantar não é  um jantar, uma viagem não é  uma viagem... Até as situações mais chatas da sua vida podem acabar contribuindo para um texto, um livro...

Por exemplo:

Eu só péssima, enfaticamente péssima para relacionamento humano, interação social... Só Deus sabe como é que eu consegui me aproximar dos amigos que eu tenho *ri* Isso me causa um problema na hora de escrever também, porque me falta bagagem pra desenvolver esse tipo de situações em que as pessoas estão se conhecendo e conversando.

Então, eu tento olhar a minha volta pra ver se aprendo como as outras pessoas lidam com esse tipo de situação, porque, se eu não conseguir colocar em prática, pelo menos pra escrever pode ajudar *ri*

Não que eu não preste atenção quando eu vou encontrar alguém e fique pensando em escrever! Não, mas alguns detalhes dá pra você destacar na memória... "Pessoas fazem assim", "falam assim", "olham assim"... Essas coisas!

E, como eu já falei, tem coisas que acontecem no nosso dia-a-dia que também merecem ser escritas, como, por exemplo, um passeio de carro, uma conversa, um abraço, uma chuva que caiu na sua cabeça *ri* Tudo pode ser literatura!

Escrever é isso! É colocar no papel aquilo que você ! Mas você precisa ver além do que as outras pessoas já veem sozinhas, você tem de ver de um jeito especial e contar de um jeito especial!

Como sempre, ser escritor acaba sendo simples sendo complexo e sendo complexo sendo simples...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Poetry Time 57

Eu gosto muito do título dessa poesia. A ideia de um ídolo falso é intrigante e ao mesmo tempo bem comum, não é? Nós sempre somos enganados por coisas assim o tempo todo e eles estão por toda parte. Alguma coisa ou alguma pessoa que entra na nossa vida e você acredita que é uma coisa, que pode ser uma coisa ou que vai ser uma coisa que acaba explodindo na sua cara! Essa poesia é sobre isso, é sobre o que já me aconteceu, como já aconteceu com tantas outras pessoas; sobre o que me aconteceu em 2008 ou nesse mesmo ano, quando você descobre que foi enganado por um sentimento que só existia em você...

Poesia do dia 15 de agosto de 2008 (sexta-feira)

Ídolo Falso

Meu pensamento leviano
Sempre foge ao meu querer
Despertando um desejo insano
Que a razão devia interromper.

Um desejo inocente e arcano
Que eu não devia alimentar.
A certeza de mais um engano
Que só vai me machucar.

Esse engano que sozinho preencheu
O doloroso vazio que existia em mim,
Um absurdo ideal que se cometeu
E que está na hora de ter um fim.

Por que tinha que ser tão verdadeiro
Esse novo ídolo desleal?
Sendo assim tão cavalheiro
Acabou atiçando todo o meu mal.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Day 57



Como eu terminei o texto passado comentando sobre ser ainda criança, parei pra pensar que essa é uma coisa realmente importante pra ser escritor: nunca crescer!

Eu sei que não dá pra escrever livros adultos sendo uma criança *ri* Não foi bem isso que eu quis dizer... Mas, escrever é imaginar, fantasiar e falar consigo mesmo, basicamente e, se você for "muito adulto"... Não acho que dê pra fazer isso... Você pode acabar se achanado meio bobo!

Ser escritor é não questionar a si mesmo (pelo menos, não sobre escrever!) Se eu achasse o tempo todo que tive uma ideia boba, nem mesmo esses textos do "Cause I'm a Writer" eu ia postar...

Por isso, você tem de se manter "criança"! Crianças não questionam a própria imaginação, crianças não se perguntam se estão sendo bobas e crianças não se preocupam se os outros vão julgá-las! E, nesse ponto, crianças são muito mais corajosas do que os adultos!

Um escritor precisa ousar, precisa experimentar e precisa inventar! Mas, como eu vou ousar se eu me disse que no escuro eu posso ir de cara na parede? Como eu vou experimentar se eu me disse que se eu pular e cair, eu vou me quebrar toda? Como eu vou inventar se eu me disse que não existe nada de novo que eu posso criar que já não tenha sido imaginado por outra pessoa antes?

As crianças acreditam em si mesmas e é assim que um escritor deve fazer também: se eu vou escrever alguma coisa nova e quero que, mais do que conquistar, meu leitor acredite em mim, eu preciso acreditar em mim mesmo primeiro!

E não tem problema dar aquele friozinho na barriga e fechar os olhos antes de pular...

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Poetry Time 56

Acho que essa poesia já fica bastante clara, apenas pelo nome dela, não?

Eu acho que a primeira estrofe é realmente muito bem feita, as ideias se completando ficaram muito legais!

E acho que o verso que eu mais gosto é "Um dia relutante em nascer"! Não sei se consigo explicar, mas eu gosto muito mesmo!

Poesia do dia 15 de agosto de 2008 (sexta-feira)

Uma Razão para Viver

Nem um raio de sol, só a chuva caindo...
Nada de encontrar a superfície, só submergindo...
Nenhuma saída, apenas escuridão...
Nada mais de concreto, tudo uma ilusão...

A linha tênue do sonho perdido
Limita a visão do ser que chora.
Não há mais ninguém envolvido
Onde a solidão é quem mora.

Vidas por mais que passadas,
Intenções mais que esquecidas,
Palavras não mais repetidas,
Esquecidas e muito cansadas...

Não é problema perder,
Se a perda é lição aprendida.
Ninguém consegue saber
A palavra que quer ser ouvida.

Qualquer intenção é válida
Se a intenção consegue salvar...
Se, no coração a pureza cálida,
Permanecer sem se quebrar.

A lua arrasta um novo dia,
Um dia relutante em nascer.
E os olhos encontram a melodia
De uma nova razão para viver.

A tristeza é inquebrável redoma,
Atada às correntes do juízo
Que a própria cura é sintoma,
Vagar à procura de um sorriso.

Dor da profunda saudade
Quebra o trato com o sofrimento
Para que retorne a felicidade
E acabe esse mar de tormento.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Day 56

Falar sobre A Casa das Hostesses é mesmo um assunto pra mim que não tem fim, porque ela é como o meu "palácio mental", meu refúgio secreto... E, toda vez que eu falo dela ou de qualquer universo literário que eu tenha inventado, é como se eu abrisse as Portas da minha imaginação e convidasse meus leitores a entrar.

Para um escritor, abrir essas portas e fazer esse convite é uma das maiores honras que se pode conceder a alguém. Permitir que alguém faça parte desse mundo, então, nem se fala...

Mas, não é todo mundo que entende isso, que dá valor a isso e eu já me arrependi muito de ter feito esse tipo de convite já... Não é culpa de ninguém, é claro que não! Ninguém é obrigado também a saber esse tipo de coisa, mas também não podem me culpar por ficar chateada quando eu me sinto quebrada por falta de reconhecimento...

Entendam: meu mundo imaginário é um lugar só meu, onde ainda dá pra preservar algumas coisas da minha infância (entre elas, o coração de vidro das crianças e um pouco da teimosia), onde eu posso criar tudo o que quiser que vai brotar e não existe nada mais importante, porque escrever é tudo pra mim e eu sou essencialmente escritora! Se eu te "convidei pra entrar", o mínimo que eu espero é que você compartilhe do meu entusiasmo por estarmos ali, juntos!

Eu já cheguei a criar personagens baseados em pessoas e elas nem leram o que eu escrevi! Já dediquei textos, já mostrei criações e só o que eu queria era um retorno, uma opinião, uma review... E foi como se não tivesse tido importância nenhuma...

Era só mesmo um desabafo e eu acabei usando um texto inteiro *ri* Acho que eu ainda sou uma criança mesmo...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Poetry Time 55

Assim como eu falei em "Metamorfose", aqui novamente eu falo sobre essa metáfora da borboleta, saindo do casulo e aqui está mais claramente aquela ideia que eu expliquei na poesia passada de que quebrar a lógica e esse não é um casulo libertador ou transformador... É um casulo que "tenta me enlouquecer"...

Nessa poesia, mais uma vez eu faço referência ao mito de Ícaro, que voou tão alto que suas asas derreteram e ele caiu em direção à sua morte quando falo "Eu temo menos cair com as frágeis asas da ilusão" na segunda estrofe.

Poesia do dia 25 de julho de 2008 (sexta-feira)

Soneto da Liberdade

Anseia pelo céu, toda criatura que só conhece o chão
E eu sonho em partir minhas correntes e voar...
Toda leveza que o pensamento precisa encontrar
Há muito, vem ecoando no meu coração...

Eu temo menos cair com as frágeis asas da ilusão
Porque cair é um preço pequeno a se pagar...
Pequeno demais perto de tudo do que quero me libertar,
Pequeno demais perto de toda minha solidão...

A cela que inquieta minha alma a partir
É o casulo que tenta me enlouquecer,
Que aprisiona meu coração a não sentir.

E sufoca a minha vontade de viver.
Não é por mal que me machuco ao insistir,
Mas fugir é minha única opção pra não morrer.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Day 55



Uma última coisa sobre Guilty precisa ser dita aqui (porque eu sei que já falei mais desse livro do que dos outros)...

No primeiro livro da Casa das Hostesses, o foco está mesmo mais centrado na Selina e no Souji porque é com eles que o problema do livro se desenrola, os outros personagens estão apenas sendo apresentados, os pares vão se formando e ficamos sabendo de vez em quando um pouco sobre seus passados...

Em Guilty, eu trabalhei com mais empenho pra não me focar apenas em um casal, eu queria que todos tivessem um enredo próprio a ser desenvolvido para que, tanto eu quanto os leitores pudéssemos aproveitar bem todos os personagens!

Dá mais trabalho? Claro que dá, mas a satisfação no final também é muito maior! É mais oportunidades de você brincar com sua imaginação, o que torna tudo muito mais interessante também!

Quando a história tem um único foco (e não é isso que a torna mais fácil de desenvolver também) o risco de ficar mais cansativo pra escrever e pra ler é muito maior!

Acho que esse hábito de escrever sobre todos os personagens vem muito de escrever fanfics, porque com as fanfics acontece bem assim, você pega um personagem do livro/filme/seriado que você gosta que é ou não foco do autor e cria em torno dele um novo enredo, só pra ele... Então, vamos dizer que eu estava escrevendo fanfic, com meus próprios personagens, dentro do meu próprio livro (e depois, eu não sei por que me chamam de maluca... *ri*).

Dar espeço a todos esses enredos foi importante porque a Casa das Hostesses é um livro amplo, assim como é um lugar amplo, onde acontecem muitas coisas e muitas delas nós mal presenciamos, mal prestamos atenção... Se já é um livro complexo focado em cinco, seis casais, imagina se contasse tudo o que acontece com todas as hostesses? Será que eu conseguiria? *ri*

Foi importante dar mais espaço aos outros casais que se formaram no primeiro livro porque cada um deles é diferente, com características diferentes e possibilidade diferentes e, ao invés de um Ponto de Relevância, eu tive vários, o que me dá quase a segurança de dizer que Guilty é um livro único, diferente do que já foi feito antes dele!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Poetry Time 54

É interessante, porque eu acho que gosto mais dessas poesias escuras do que gosto das apaixonadas e talvez seja mais explicado de explicar o motivo do que as próprias poesias em si. Se a poesia passada não foi capaz de explicar o que se passava comigo nessa época, essa daqui pode arrematar qualquer dúvida.

O mais bonito pra mim é o fato de que ela se chama "Metamorfose". Pelo menos na minha cabeça, a primeira ideia que me vem quando eu penso sobre essa palavra é na transformação da lagarta em borboleta, depois de sair do casulo. Mas eu gosto muito de quebrar essas lógicas e a minha metamorfose não é tão bonita quanto à da borboleta...

Essa era uma criança com as asas da infância grandes e fortes, cheia de sonhos e certezas; o eu-lírico agora se mostra fraco, sem esperança, sem sonhos, apenas dor e sofrimento, um novo ser engolido pela escuridão. Sempre a Escuridão!

Minha estrofe preferida com certeza é a terceira: "As nuvens negras já passaram e o que restou?/ Resta ainda a dor que me causaram,/ As perdas e os sonhos que me roubou,/ Sem saber, desamparada, me arrasaram". Gosto dessa ideia de que depois da tempestade não vem a calmaria, você tem de lidar com o que a Tempestade trouxe... Eu vou voltar a esse assunto quando falar sobre os terceiro e quarto livros de A Casa das Hostesses, "Storm" e "Darkness", porque é essa a ideia que os fez nascer na minha cabeça...

Também gosto muito que na quinta estrofe, o eu-lírico começa falando com a "Doce boneca", que tanto pode ser atribuída as remanescências da infância, quanto a si mesma, uma criatura de sorriso pintado e peito vazio.

Poesia do dia 25 de julho de 2008 (sexta-feira)

Metamorfose

Eu estou caindo, caindo, mudando...
Quero me perder pra conseguir me encontrar.
Corrente por corrente, estou me libertando,
São as piores experiências que nos fazem melhorar.

Eu já não tenho mais asas, mais suporte,
Não tenho forças, nem no que acreditar.
Sozinha, já não sou mais assim tão forte,
Mas os caminhos se perdem sem nos avisar.

As nuvens negras já passaram e o que restou?
Resta ainda a dor que me causaram,
As perdas e os sonhos que me roubou,
Sem saber, desamparada, me arrasaram.

O sol de um novo dia perde o brilho da esperança
Aos olhos desencorajados do meu sofrimento.
Calada, choro as chagas, sem confiança
Sem jamais reclamar o meu contentamento.

Doce boneca, como aguentar a vida inexistente?
Como aguentar tanta angústia, tanta Escuridão?
A luz que eu busco é um reflexo aparente
De sonhos que padecem na minha ilusão.

A minha fragilidade tem que ser calada
Porque ninguém entende o que eu sinto.
Não é suficiente ouvir que toda queda será superada
E é só pra não ouvir isso que eu minto...

domingo, 30 de novembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Day 54



Agora, o Yune não foi o único personagem que ganhou um espaço todo especial no coração das minhas leitoras em Guilty *rindo* Nesse livro, nós também somos apresentados ao professor Marco, da faculdade em que a Camila estuda e ele ganhou uma proporção que eu realmente não tinha planejado, eu admito *gargalhando*

Uma coisa que muitas pessoas não sabem é que o Marco é baseado numa pessoa real! Ele realmente foi um professor da minha irmã (não da faculdade, mas do Ensino Fundamental, seu professor de História) e era chamado de Marcão *ri* O interessante disso é que eu nunca tive aula com ele, toda imagem que entrou no livro é do que a Carolina me contava dele!

Ele quebra um pouco aquela figura do personagem-guia que existe nos livros, né? Ele não é um velhinho, sábio e experiente, com uma barbinha e cabelo branco, que tem todas as respostas, mas só te responde com enigmas ou frases que você só vai entender no final... Ele é sim um guia e um mentor pra Camila, quando ela se sente mais perdida, mas ele não tem todas as respostas, só algumas *ri*

Ele também apareceu pra balancear o humor pesado de Guilty (que, perto do que foi visto depois em Storm ou o que vai aparecer em Darkness, nem é tão pesado assim, vai? *ri*) e trazer um pouco de leveza para a leitura, que descontraem o leitor (e a escritora) do clima tenso e cheio de culpa que existe na Casa das Hostesses".

Eu fiquei tão satisfeita com o resultado do personagem e com a receptividade dele, com o carinho com minhas leitoras desenvolveram por ele, que, de um personagem que ia aparecer só em alguns capítulos no segundo livro para erguer a Camila, ele se manteve para o terceiro livro e já está nos planos de ficar até o final da série!

sábado, 29 de novembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Poetry Time 53

Eu gosto muito dessa poesia! Gosto mesmo, agora, não na época em que a escrevi, é claro, mas eu gosto de verdade de como ela ficou! É um sentimento completamente oposto ao que eu costumava escrever antes, maduro e sombrio e eu acho ela bem trabalhada, apesar da estrutura simples e das rimas rasas.

A terceira estrofe é muito importante, porque é um sentimento que tem me voltado muito nesses últimos tempos: "Eu já escrevi palavras belas,/ Já lutei pelas noites sem luar,/ Por brilhos perdidos de estrelas,/ Por cavaleiros errantes a criar..." ela expressa tão bem o sentimento de sonhos quebrados que me arrepia!

Aqui finalmente eu coloquei a metáfora da Rosa da Manhã contra seu verdadeiro inimigo, pela primeira vez: o Tempo! Mesmo que eles sejam inimigos, porque com o tempo as rosas murcham, com o tempo, a infância acaba e você é obrigado a crescer, ele ainda espera que a desesperança que resulta quando seus sonhos são quebrados possa ser curada mais uma vez, como a Fênix renascendo das cinzas...

Eu gosto muito do verso "Os olhos do abismo infinito" porque ele tem uma relação com a frase de Nietzsche: "Quando você olha muito tempo para o abismo, o abismo olha pra você". É aquele momento em que dentro de você só existe escuridão e você acaba descobrindo o que há de pior em você...

E, é claro, esse final me deixa muito orgulhosa: "Doce perfume que denuncia a morte/ Inimigo que não pode se vencer,/ Que no mundo deixa à nossa sorte,/ Enforcados no destino de viver".

Poesia do dia 26 de junho de 2008 (quinta-feira)

Morte

Doce névoa tão silenciosa,
Que o amargo brilho vem roubar.
Satisfeita com a magia culposa,
Que fez o meu feitiço se quebrar.

O desejo de o descanso retornar
Foi embora sem se despedir.
Para todo sentimento transformar
Sem deixar vestígio do sentir...

Eu já escrevi palavras belas,
Já lutei pelas noites sem luar,
Por brilhos perdidos de estrelas,
Por cavaleiros errantes a criar...

O Tempo, inimigo do pecado,
Da rosa da manhã tenta esperar
A cura da esperança neste fado
Que permite a alma transbordar.

Os olhos do abismo infinito,
Algemas do cárcere profano,
Consegue matar esse espírito,
Com torturas de um demônio insano.

Doce perfume que denuncia a morte,
Inimigo que não pode se vencer,
Que no mundo deixa a nossa sorte,
Enforcados no destino de viver...

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Day 53



Guilty nasceu, como eu contei, de uma viagem de ônibus (nem tão longa assim como vocês podem estar pensando...) que eu fiz com a minha mãe. Claro que, nesse dia, estava ainda uma ideia meio crua (eu digo "meio" porque nenhum segundo livro nasce completamente cru como o primeiro, npe?) que faltava moldar, mas foi justamente dessa conversa que veio a ideia do Miosótis.

Toda a história de um homem que não leva rosas vermelhas foi sugestão da minha mãe. Porque, se ia aparecer alguém pra balançar com o coração da Selina e ser páreo duro pro Souji, ele tinha de ter um diferencial mesmo!

O interessante é que, quando ela me sugeriu o Miosótis, ela não sabia que ele também era conhecido como "não-se-esqueça-de-mim", muito menos que tinha uma história por trás desse nome popular! Minha mãe gosta de coisas que tenham nomes diferentes e fujam completamente do comum e do monótono. E miosótis cumpri competentemente todas as exigências dela, não?

Até aquele dia, eu nunca tinha ouvido falar nessa flor! Por isso, quando cheguei em casa, eu fui pesquisar a respeito dela e encontrei sobre o nome popular e a história e não podia ser mais perfeito! Foi como se eu tivesse colocado a "massa" meio crua e sem forma pra assar no forninho do meu cérebro *gargalhando* O livro foi ganhando corpo naquele instante, nunca vou me esquecer!

Eu acabei descobrindo que essa flor tem muitas histórias sobre ela, mas a que entrou no livro foi a seguinte:

"O miosótis só nasce nas margens dos rios agora... Mas, segundo essa lenda, nem sempre foi assim... Antes, elas cresciam em um longo ramo que boiava sobre a água...
Numa linda tarde primaveril, um jovem casal de noivos caminhava de mãos dadas, felizes, pelas margens do rio da Carpa Dourada... De repente, apareceu o ramo de miosótis boiando pelas águas impetuosas... A noiva, que nunca tinha visto essa flor, pediu ao noivo que buscasse as flores para ela...
Então, ele se atirou nas águas e apanhou o ramo... Mas, quando estava voltando às margens, a correnteza começou a puxá-lo e arrastá-lo para o mar, fazendo-o desaparecer num instante...
Conta a lenda que, um pouco antes de submergir nas águas e morrer, o noivo conseguir virar-se para a garota que chorava na margem e lhe gritou para que ela nunca deixasse de amá-lo e nunca se esquecesse dele...
Por essa razão, o miosótis agora cresce nas margens dos rios e também é conhecido como não-se-esqueça-de-mim..."

No livro, Yune conta essa história à Selina e faz com que ela se emocione e com que todas nós fiquemos completamente derretidas por ele *ri*

O mais importante pra mim é que, com "Guilty", eu abri mais um pouquinho a porta desse universo, me preparando para escancará-la quando se tornou uma série. Retornar à Casa das Hostesses nesse momento foi realmente como se eu nunca tivesse saído, as noites continuaram lá, as hostesses continuaram lá, os drinks da Mari-chan estavam preparados, as luzes, todas acesas...

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Poetry Time 52



Por mais romântica que essa poesia seja, eu mantenho o que eu disse quando comecei a postar as poesias de 2008... Esse não foi um ano bom, muito menos um ano em que eu me apaixonei. Então... O que é essa poesia, certo?

Bom, eu escrevi muitas fanfics e essa poesia faz parte de uma delas! Era uma fanfic de Harry Potter, do casal Rony e Hermione, um dos meus casais preferidos até hoje! Então, é isso que ela é: uma fanfic!

Poesia do dia 17 de junho de 2008 (terça-feira)

Te Perder

Eu o vejo assim todos os dias
E dói mais que tudo não ter você...
Você é a rima de todas as poesias
Que piora ainda mais o meu sofrer...

Você não enxerga que toda lealdade
É o jeito que encontrei pra lhe dizer
Que o que parece que sou não é verdade
E que eu quero lhe fazer me perceber.

Eu queria poder me declarar,
Mas você se esquece de me ver.
Estou cansada de tanto esperar
Uma chance pra o merecer.

Eu sonho com um beijo seu, desesperada.
Porque eu sei que nada mais vou receber.
Eu o encontro sempre mascarada
Pra que o meu amor possa esconder.

Eu convivo até demais com essa dor
E eu já não sei mais como viver...
Convivo com o triste destino desse amor,
Que eu daria tudo pra esquecer...

A dor da minha alma é esta solidão
Porque eu sei que posso lhe perder
E eu sei que  não perdoarei meu coração
Se meu medo deixar isso acontecer...

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Day 52



Como eu disse, a ideia para o segundo livro da "Casa das Hostesses" nasceu da minha vontade de criar um personagem como o Yune. E, na minha cabeça, ele sempre teve o propósito de chegar para confundir a Selina *ri* e minhas leitoras também!

O primeiro livro para justamente no instante em que o perigo passou, por isso, dá aquela sensação de segurança do "agora vai ficar tudo bem", mas não é bem assim que as coisas funcionam, né? Tudo deixa uma sequela e o Souji passou por um verdadeiro inferno do começo ao fim, por mais "maravilhoso" que ele seja, não dá pra sair de um livro pro outro sem nenhum trauma. E, enquanto ele tenta lidar com os próprios fantasmas, tentando encontrar a si mesmo depois do furacão que destruiu sua vida, a Selina e a Casa das Hostesses ficam meio em segundo plano pra ele...

Um ambiente mais perfeito do que o coração ferido de uma mulher para surgir a sedução em pessoa não existe, existe? *ri*

Yune não podia ser qualquer tipo de homem... Ele tinha de ser o que faria a diferença entre "Guilty" e o primeiro livro... Ele precisava ser aquele tipo de homem que só se encontra uma vez na vida! Ele é um homem experiente, sensível, sensual, sabe dizer a coisa certa, no momento certo!

Ele é, como a Marissa diz, o tipo de homem que não leva rosas vermelhas, porque isso qualquer um faz! Ele, se não sabe quais são suas flores preferidas, te leva uma flor diferente, que é mais do que só um mimo, uma flor popularmente chamada de "não-se-esqueça-de-mim", com uma história encantadora que ele vai te contar, olhando fundo nos seus olhos, segurando firme a sua mão e derretendo seu coração mais do que picolé na praia, te pedindo com meiguice pra que nunca se esqueça dele também...

Rá! Como se uma coisa assim fosse tarefa fácil, né, Yune?

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Poetry Time 51

Acho que não tem um jeito melhor de definir o coração de uma mulher do que misterioso não? *ri* Ele é um mistério até mesmo pra mim que sou dona dele e o sinto batendo, às vezes como se deve, às vezes muito mais acelerado, sem me dar explicações...

"A linda flor do amanhecer/ Que transforma lágrima em sorriso" continua sendo a infância e acho que a metáfora do "amanhecer" nunca deixará de ser a infância, assim como as asas... É um assunto que eu sempre volto nessas poesias... Mas acho que também dá pra brincar com a ideia do orvalho na flor, que escorre como uma lágrima, mas que preserva a beleza (sorriso). Eu estou forçando muito a ideia? Não sei...

Esse "sonho inalcançável" seria a vontade de fazer o Tempo parar ou voltar... Não existe nada que alguém como eu deseje mais do que isso, eu acho...

Poesia do dia 16 de junho de 2008 (segunda-feira)

Coração Misterioso

A linda flor do amanhecer
Que transforma lágrima em sorriso,
Que ligou minha alma a você,
Que o tornou o que eu mais preciso...

Eu não devia ter me apaixonado,
Não devia me render ao seu encanto...
Esse amor foi condenado
A me volver somente em pranto...

Você é um sonho inalcançável
Que toda noite vem me perseguir...
Um desejo tão insaciável
Que não me deixa mais fugir.

Louca ilusão que me mata com doçura,
Que instiga meus sentimentos a me repetir,
Que ilumina minha noite escura
E obriga meu coração a mentir...

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Day 51

As duas coisas mais marcantes nesse livro: o miosótis e o Tempo!

Para começar o post 101, nada melhor do que falar sobre outro livro que eu amei ter escrito! A continuação de A Casa das Hostesses nasceu de uma viagem de ônibus, que eu fiz com minha mãe, quando fomos pela primeira vez encaminhar um dos meus livros para registrar na Biblioteca Nacional.

Claro que, como era uma história da qual eu realmente gostava, sempre pensei que não poderia "morrer" no primeiro livro, mas eu não tinha a menor ideia de como continuá-la, da mesma forma como não tinha ideia de como a começaria, lá no primeiro livro...

O que eu acho interessante sobre essa série é que ela brota dos personagens na minha cabeça... O primeiro livro brotou do Souji; o terceiro, do Yoshi; o quarto, do Mr. Hyde...

"Guilty", é óbvio, brotou do Yune! Eu queria usá-lo a todo custo e o ambiente do livro o acolheu como se tivesse nascido pra isso! Como se eu tivesse planejado desde o início que ele apareceria por ali!

Quando eu terminei o primeiro livro, não cheguei a concordar que era o fim... Na Casa das Hostesses, "toda noite é um novo recomeço" e várias histórias acontecem ali além das que eu conto nos livros, é lógico! Mas eu demorei para sentir que o lugar era grande demais pra uma história só...

Enquanto o primeiro livro nos apresenta ao caminho que nos leva à essa boate e quem vamos encontrar ali, em "Guilty", nós somos apresentados a alguns de seus conflitos internos e como eles lidam com os problemas que vão surgindo.

Se, no primeiro livro, nós imaginarmos um palco de teatro, iluminando só os personagens principais, agora no segundo, já dá pra ver a luz abrindo mais um pouquinho e de pouquinho em pouquinho, nós vamos descobrindo mais coisas sobre esse mundo noturno das hostesses...

'Guilty" é, mesmo que eu não soubesse disso quando escrevi, uma peça chave para o desenrolar da trama ao longo da série até o final e eu acho isso incrível (tão incrível quando o fato de eu ter pensado em tudo isso sozinha *ri*)!

Os segundos livros, pelo menos na minha opinião, costumam ter uma quedinha na dinâmica da história e um pouco na qualidade também. Mas, me achando um pouquinho, eu acho que consegui fugir a essa regra!

sábado, 22 de novembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Poetry Time 50



Esse é o centésimo post do "Cause I'm a Writer e Outras Histórias" e eu quase não consigo acreditar em como o tempo passa depressa... Eu não posso negar que escrever sobre escrever tem me divertido muito mesmo e tem me feito pensar e repensar em muitas coisas que pareciam muito simples pra mim, quase como se eu não pensasse nelas para escrever e descobrindo que não é verdade, eu penso bem antes de escrever meus livros e isso me faz me sentir bem comigo mesma!

Agora, sobra a poesia de hoje... Eu a acho muito interessante, porque, por mais que possa parecer que eu esteja falando com alguém, na verdade eu estava falando sobre conseguir voltar a sonhar, a fazer planos e me apegar a alguma coisa que pudesse me tirar de todos os sentimentos ruins que eu tinha na época.

Nela eu retornei à metáfora do olhar, mas agora não é um olhar específico e sim um olhar de sonhar, uma busca por um sonho novo, um propósito novo.

Poesia do dia 16 de abril de 2008 (quarta-feira)

Hipnose

Vem me prender em suas ilusões
E fazer valer à pena meu viver.
Que eu já cansei de todas as sensações
Que o mundo lá fora pode trazer.

Vem mostrar o que é felicidade,
O que o mundo é incapaz de me dar.
O que supre toda a minha vaidade
E me acorrenta a esse seu olhar.

O seu oculto silêncio aventureiro
Pelo qual eu quero tudo abandonar.
Pra que eu me prenderia a esse nevoeiro
Com todo esse charme a me instigar?

Eu já estou perdida pra este mundo
E nele não há nada pelo que ficar...
Meu desgosto é simplesmente tão profundo
Que não há mais laços que eu precise desatar...

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Day 50



Pra escrever qualquer coisa, o básico pra se pensar é se perguntar sobre o que se gostaria de escrever e o que interessaria como leitor. Ser escritor, como eu vivo repetindo por aqui, é realizar os próprios desejos ocultos como leitor *ri*

Claro que o desenvolvimento de um livro é um processo complexo e eu jamais os faria acreditar no contrário, mas, o mais importante a ser respondido para começar a trabalhar é realmente básico: "quem"; "quando"; "onde"; "por quê" e "com que (m)"? Igual ao jogo "Detetive" (Coronel Mostarda com a chave inglesa na Biblioteca *ri*).

Quando você tem essas respostas em mente, ajuda o trabalho a fluir mais fácil, porque já tem a estrutura sobre a qual vai montar sua história e esse roteiro é bom para não se perder, o que, no caso de um livro com muitos capítulos, é muito importante!

Normalmente, quando eu organizo essas respostas inicialmente, eu passo para um segundo passo, um pouco mais complicado que é compor um resumo do enredo que eu tenho inicialmente na cabeça para não esquecer. Quando é o caso de um livro como "A Casa das Hostesses", com vários enredos acontecendo juntos, eu os esquematizo separadamente e só na hora de escrever é que eu os vou misturando.

Em seguida, se é possível, eu componho um roteiro capítulo por capítulo, pra ter uma noção do tamanho do livro, quantos capítulos vão ser necessários, o que eu vou colocar em cada, o que vem antes, o que vem depois...

Na hora de sentar e escrever, com esse roteiro do lado e os limites da história já demarcados, fica só por conta da imaginação preencher as lacunas e desenvolver todo o planejamento. É escrever e ser feliz *ri*

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Poetry Time 49

Acho que o meu maior sofrimento nesse período da minha vida, em que essas poesias surgiram dessa forma tão diferente, tão cinzentas era o processo de amadurecimento. Acho que não existe nada que seja mais tortuoso do que deixar de ser criança e se tornar adulto (não que eu seja um grande exemplo de maturidade...) e eu relutava bastante ("Não estou pronta pra seguir"), sofria bastante ("Mas parar é quase como morrer...") e me perturbava bastante ("Eu sou o elo fraco da corrente")...

Foi um período conturbado de verdade...

Poesia do dia 16 de abril de 2008 (quarta-feira)

Abandono

O meu choro desesperado,
O choro de criança perdida.
A dor do corpo machucado,
Da inocência sem vida...

Eu quero de volta a Liberdade,
De volta os dias ensolarados...
Sobreviver a toda realidade
É tão ruim quanto meus pecados...

Não estou pronta pra seguir,
Mas parar é quase como morrer...
Como eu posso continuar a fingir,
Se não teve importância meu querer?

Eu sou o elo fraco da corrente,
Imaturo, amargurado e sensível.
Sangrando o coração, a dor que sente,
Se acorrenta no silêncio, intangível.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Day 49



Em Unmei, assim como na Casa das Hostesses, eu trabalhei bastante com enredos cooperativos, ao invés de me centrar só em um e eu gosto muito de fazer isso! A partir do segundo livro da série, não sei se dá pra chamar os casais da Casa das Hostesses de "personagens secundários", mas no primeiro e em Unmei acho que dá...

É uma preocupação que eu tenho quando estou escrevendo porque eu gosto muito dos personagens secundários, eu raramente me apaixono pelos protagonistas *rindo* Eu amo os Rony Weasley, Takumi Ichinose, Newt, Bucky Barnes... Amo loucamente!

Então, toda vez que começo a escrever uma história nova, eu tenho um cuidado e um carinho por meus personagens secundários. Não quero que eles sejam só parte do cenário do livro... Eu lhes dou uma personalidade forte, um bom humor leve, uma história, uma importância e principalmente uma das minhas qualidades preferidas deles: uma lealdade inabalável!

Pra mim, essa é uma das partes mais divertidas de escrever! Mais do que escrever romance, eu adoro escrever sobre amizade! É o tipo de relacionamento mais incrível que existe pra mim e é muito bom retratá-lo em meus livros!

Não sei o que os outros escritores e os outros leitores pensam a respeito desses personagens, mas pra mim eles são muito mais do que "o amigo do protagonista"... Eles costumam ser um refúgio, um apoio... Eles são aquela força que te faz levantar mesmo quando você não tem mais força nenhuma e te mostram um sorriso quando o mundo todo parece ter acabado, exatamente o que um amigo faz por você! É por isso que eu adoro esse tipo de personagem e me esforço tanto para retratá-los da melhor maneira possível... Ser amigo é um desafio muito grande e só pessoas iluminadas conseguem realizá-lo!

Espero que eu consiga!

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Poetry Time 48

Essa poesia é muito interessante e eu nem me lembrava mais dela. Apesar do tom claramente desesperado e deprimido do momento, ainda existe alguma coisa ali que está lutando. É uma força muito bonita que eu não achava que já tinha conseguido retratar.

No primeiro verso da última estrofe "Eu sempre terei como me fortalecer" eu estou falando sobre uma coisa que até hoje é meu amparo, que até hoje, quando as coisas vão mal e meu mundo parece ruindo, me protege e me ampara para que eu possa me regenerar e recuperar minhas forças: escrever!

Poesia do dia 14 de abril de 2008 (segunda-feira)

Uma Chance

Perfeito sonho que vem acalentar,
Aprisiona nas fantasias da imaginação.
A realidade não dá mais pra suportar,
O claro intuito de devastação.

Eu entendo o seu desejo em me ferir...
É minha alma que pretende abocanhar.
O seu cerco incansável a me perseguir,
O seu desejo pela dor que vai causar.

Não importa todo esforço pra me ver cair,
Quantas vezes necessárias, vou levantar!
Não tenho ambições de desistir,
De aceitar a derrota e me entregar.

Eu sempre terei como me fortalecer,
Mesmo que seja a última coisa que eu faça.
Eu sei que se persistir, mais minha alma vai querer,
Mas minha força é a sua desgraça.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Day 48

Mais um dos lindos desenhos da Ana que foram diretamente para o livro


Eu não posso falar sobre Unmei sem falar sobre uma de suas particularidades mais legais: seus flashbacks! Eles são o Ponto de Relevância do livro!

Os flashbacks de Unmei são diferentes de qualquer outro que eu já tenha escrito (por exemplo, o de Ser e Estar) porque eles unem os dois tempos da história. Outra diferença é que tem um flashback no começo de cada capítulo do livro.

Neles nós vemos a pequena Saya e um Yukio adolescente quando ele cuidava dela, pra mostrar a diferença do sentimento entre os dois no passado e no presente. Eu não queria que ninguém concluísse nada de errado em relação a isso porque, apesar de um sentimento depender do outro e ter nascido do outro, houve uma evolução, ele não era apaixonado por ela quando criança, ele não a enxergava assim. O que o leva até ela no tempo presente é a saudade, ainda não existia amor... Os flashbacks servem justamente pra isso! Pra demarcar e enfatizar essa diferença, essa mudança!

Outro papel muito importante desses flashbacks é explicar o título da obra. Eu acredito que, quando você está destinado a alguma coisa ou, no caso de Unmei, a alguém, você está desde o início da sua vida, mesmo que não saiba disso.

Os dois estavam destinados a se reencontrarem e a ficarem juntos. E, apesar de sabermos disso por causa das passagens do presente, quando vemos os dois no passado, não daria pra imaginar o que o futuro lhes guardava, porque é assim que o destino trabalha...

Também acontece dos flashbacks ajudarem a entender o que foi que acabou separando os dois por anos até que se se reaproximassem.

Uma última coisa a esse respeito... Eu nunca cheguei a considerar contar todos os flashbacks numa primeira parte do livro e depois começar a mostrar o presente, mesmo que isso pareça o mais óbvio a se fazer... Quando me veio a ideia de Unmei, eu não tinha pensado neles logo de cara e, quando os coloquei, foi realmente direto da maneira como está no livro.

domingo, 16 de novembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Poetry Time 47

Eu gosto muito da sonoridade dessa poesia! Acho que é uma das coisas que eu mais gosto! Gosto dos versos que combinam da primeira e da última estrofe: "um terço de lágrimas derramadas" e "meu terço de lágrimas vertidas".

Pra quem sabe dos planos sobre a série da Casa das Hostesses pode encontrar aqui que a ideia que eu pretendo desenvolver no próximo livro já me intrigava desde essa época *ri*

Aqui encontramos novamente a metáfora das 'asas da infância' e do 'labirinto', retomando o Mito de Ícaro.

Um parêntese pequenininho pra quem é, assim como eu, leitor da série "Maze Runner": intrigante falar sobre labirinto e fulgor, não?

Poesia do dia 14 de abril de 2008 (segunda-feira)

Oração Silenciosa

Oh, oração silenciosa,
De um terço de lágrimas derramadas,
Uma vigília dolorosa
De muitas almas abaladas.

Eu busco Luz para o fim da Escuridão,
Apego-me a toda felicidade.
Pra não me render à angústia da prisão
E me libertar das correntes da ansiedade.

As asas da infância me abandonaram,
Derreteram e agora só me resta cair.
As trevas do labirinto em que me jogaram
Incendeiam-se até me consumir.

Meu terço de lágrimas vertidas,
Reclama o fulgor da alma misteriosa.
Choro a ardência das feridas,
Oh, oração silenciosa!

sábado, 15 de novembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Day 47

desenho da Ana para o primeiro capítulo de Unmei. Ela fez um para cada capítulo!


A ideia para Unmei nasceu justamente de uma dessas histórias com potencial literário que aconteceram na minha vida. O personagem do Yukio é baseado naquela pessoa de quem eu já falei em algumas das minhas poesias aqui, o meu Apolo... Ele conhece a Saya desde que ela era criança e, quando os dois se reencontram, muitos anos depois, nasce entre eles um sentimento muito mais forte.

Quando eu estava pesquisando nomes japoneses para os personagens, escolhi Saya porque significa "pra sempre minha". Esse é o único nome no livro que tem um significado diretamente ligado à trama, mas eu acho que é sempre divertido brincar com significados escondidos nos personagens sobre seu passado ou futuro, como em "O Estranho Caso de Dr Jekyll e Mister Hyde".

Apesar de, quando ter transformado algumas de minhas ideias principais de fanfics para livros, eu nunca considerei mudar o título dessa ou traduzi-lo. Unmei significa Destino em japonês e eu gosto muito do som da palavra!

Eu sou apaixonada por essa história porque eu pude brincar com seus detalhes, suas complexidades e personalidades! Gosto de livros que me desafiam a fazer coisas novas, experimentar novas ideias e transformá-las ao longo das páginas! Eles me testam e me fazem crescer como escritora e é exatamente o que aconteceu em Unmei, eu me senti evoluindo de um capítulo para o outro!

Ele é um dos livros em que eu coloquei um caso de "triângulo amoroso", coisa que eu raramente faço, mas eu não cheguei a desenvolvê-lo realmente dessa vez, porque não senti que a história pedia, nem que eu saberia colocar do jeito como eu queria... No futuro, consegui escrever bem mais satisfatoriamente sobre o assunto, mas foi um primeiro passo nessa direção que eu abri nesse livro!

No meu último ano de faculdade, minha nota final de Literatura Infanto-Juvenil era produzir uma história do gênero e a Ana e eu usamos Unmei. Os lindos desenhos deste livro são de autoria dela! (Por falar nisso, Ana, precisamos reavê-lo na faculdade, hein?). Eu sou apaixonada pela maneira como ela consegue captar o que eu escrevo nos seus desenhos!

Mesmo sendo baseado numa história minha, Unmei tem mais literatura do que verdade, é claro! A Saya, por exemplo, tanto criança, quanto mais velha, tem muito pouco de mim, o que torna tudo muito bonito! Talvez, só o que ela tenha que seja meu mesmo é o olhar romântico e sonhador, mas é bem difícil uma garota não ter...

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Poetry Time 46

Como prometido, aqui começa um período mais dark de poesias...

Esse é um período complicado de explicar, mas as poesias refletiam exatamente como eu me sentia nesse momento, bastante perdida e desesperada... Foi um ano bastante conturbado pra mim e eu não via saída... Vai ficar bem claro isso ao longo das postagens...

Poesia do dia 01 de março de 2008 (sábado)

Soneto do Desespero

Presa em minha alma, vejo a morte.
Angustiada no calabouço do contentamento,
Sem saída, nesse meu confinamento,
A dor e o tormento da minha sorte...

Trancafiada na densa insanidade...
Como consegue erguer-se da loucura?
Como foge da queda sem fratura?
A alma inteira na sua humanidade?

Engole o sofrimento sem pesar,
Que o homem se faz forte na fraqueza...
Engole, o sofrimento vai passar...

Não se renda à angústia da incerteza,
Que o desespero não pode dominar
A intensa luz da sua natureza...

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Day 46



Acho que um dos grandes segredos pra escrever também pode ser um dos grandes segredos da vida: ter imaginação!

Eu sei que parece meio óbvio dizer isso, mas nós nem sempre tentamos logo de cara o que é mais óbvio! E também pode apostar que usar a imaginação não é tão fácil assim... Usar a imaginação requer uma dose bem grande de felicidade da infância que as pessoas vão perdendo mais e mais ao longo da vida e não sabem como recuperar...

Mas é uma parte tão divertida e charmosa da vida, acho que a imaginação é o que mais me encanta nas pessoas, sua criatividade pra me surpreender! Pra mim, a imaginação é a forma mais pura de demonstrar o quanto de você foi dedicado seja numa história, numa carta, num desenho, num presente, mostra o quanto você estava se importando naquele momento!

Já de pra perceber que eu sou apaixonada por pessoas imaginativas, né? Se quiser me conquistar de verdade, basta usar a criatividade e eu já estou morrendo de amores *ri*

O interessante de usar a imaginação é criar algo novo, partindo do zero ou inventando uma nova maneira de contar uma história que todo mundo já conhece, pegar uma estrutura simples e lhe dar um Ponto de Relevância tão bom e tão surpreendente que as pessoas vão gostar como se fosse nova.

Trabalhar com a imaginação também é brincar de "a arte imitando a vida". É enxergar o Potencial Literário de uma situação que aconteceu com você e transportá-la para o Mundo dos Livros com uma roupagem especial, capaz de confundir até mesmo as pessoas envolvidas *ri* Algumas vezes, acontece...

"Parece-me que, na escala das medidas universais, há um ponto em que a imaginação e o conhecimento se cruzam, um ponto em que se atinge a diminuição das coisas grandes e o aumento das coisas pequenas: é o ponto da arte".
Vladimir Nabokov

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Poetry Time 45

Essa poesia foi escrita no mesmo dia que a anterior, a que eu disse que é a única "feliz" do ano de 2008. Interessante, né? Aqui já dá pra ver a diferença que eu mencionei.

Ela é quase parecida com a poesia do "Poetry Time 38" Palavras da Alma... É pra um amor que não é sempre fácil de sentir e de viver... É um amor que machuca com menos frequência do que o outro, mas não dói menos...

Poesia do dia 09 de fevereiro de 2008 (sábado)

Ingenuidade

Você, que é grande, sendo tão pequeno,
E é mais forte e corajoso do que eu,
Por que suas palavras têm tanto veneno?
Que injustiça a sua ignorância cometeu?

A sua grandiosa sabedoria,
Tão digna de admiração,
Torna sua infância uma ironia
Corrompendo seu bondoso coração.

E eu me pergunto o que faltou a você?
O que o educou e endureceu?
Quando você passou a entender
Que na vida a confiança se perdeu?

E eu o sinto cada vez mais distante.
E quando mais longe, mais perdido.
Vivendo uma solidão errante,
Sua vida perde o sentido.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Day 45


Este é mais um post especial do "Cause I'm a Writer" pro aniversário da minha madrinha!




Minha madrinha, como gostamos sempre de dizer, foi minha primeira amiga, minha amiga mais antiga e me assistiu desde o começo, sempre me apoiando em minhas decisões!

Ela esteve presente nos momento mais importantes pra mim, nós nos comunicávamos por carta quando eu era mais nova e hoje em dia trocamos e-mails todos os dias!



Os contos de fadas nos ensinam que as fadas madrinhas aparecem naqueles momentos sofridos, de dificuldade, com uma esperança, um ponto de luz no meio da escuridão, saindo da ponta da sua varinha de condão, transformando uma abóbora numa carruagem e uma Gata Borralheira numa Cinderela com sapatinho de cristal.

Bom, minha madrinha sempre me ensinou que Contos de Fadas são exatamente isso: contos! Que é mais fácil você beijar um "príncipe" e ele se tornar sapo do que beijar um sapo e ele virar um lindo príncipe num cavalo branco (ou numa BMW vermelha *ri*), que vai resolver todos os seus problemas e ser seu "felizes pra sempre"...



Que abóboras ficam ótimas assadas e, quanto às fadas madrinhas, bom, elas não deviam aparecer só quando seu mundo desmoronou! Por que é que ela não está ali, no final do livro, celebrando a felicidade de sua afilhada? Isso não está certo! Fadas Madrinhas deviam aparecer nos bons momentos também...

Madrinha também puxa orelha, dá bons conselhos, bons exemplos, te fala pra comer direito, se exercitar, obedecer seus pais, te pergunta o nome do príncipe com quem você dançou a noite toda e solta um "que isso, menina!" se você não tiver nem perguntado, viu Cinderela?



segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Poetry Time 44

Essa não é uma poesia de amor, como pode sugerir a alguém, na verdade, o que eu mais gosto nessa poesia é que ela é sobre reinvenção! 2008 foi basicamente sobre isso e eu consegui colocar isso nessa poesia, apesar de ser do começo do ano (uma poesia prevendo o futuro? Quem sabe eu não seja mesmo a Cassandra? *rindo*)

Outra coisa que eu acho muito interessante também e vou comentar aqui, mas vocês vão acabar percebendo conforme eu for postando as próximas poesias é que essa é a poesia mais "feliz" desse ano, praticamente a única. A única positiva, com esse sentimento de esperança. Daqui pra frente, elas vão ser bem diferentes.

Apesar de não ser da Fernanda, eu acho que essa tem um pouco de influência dela... Acho que ela foi muito necessária nessa hora, pra me transformar mesmo...

Poesia do dia 09 de fevereiro de 2008 (sábado)

 Promessa

Vem, pra gente morrer de amores
E se atirar neste abismo infinito...
Abandonar o mundo e seus rumores
E sonhar apenas com o que é bonito...

Deixa seus pés largarem o chão,
Sente a alma desprender do mundo...
Destrói e inventa uma nova ilusão,
Faz nascer das profundezas tudo num segundo.

Interrompe a dor e volta à Vida,
Escolhe mundo, alegria, identidade.
Parte sem carregar bagagem ou ferida,
Corre atrás da própria liberdade.

Chega de perdas, danos e enganos.
Chega de sofrimento e descrença.
Vive a vida sem ter planos,
Que essa é a sua recompensa.

domingo, 9 de novembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Day 44



Uma vez eu escrevi que quando não acreditasse mais em finais felizes, eu guiaria em busca de uma nova fé. Essa é a verdade sobre minha escrita: raramente eu desisto de um "final feliz". Não é exatamente um final de contos de fadas, mas, ainda assim, eu não fujo muito dessa ideia...

Se o final que eu tenho em mente é realmente muito bom ou cumpre o propósito que eu desejei pro livro, claro que eu não vou ser teimosa a ponto de descartá-lo porque prefiro a felicidade à tristeza, mas é sempre bom se esforçar pra que as coisas terminem bem.

Eu já contei por aqui que meus finais são um resultado da minha "lógica da construção", um evento que sucede o outro que sucedeu o outro e assim por diante. Mas, uma hora o fim tem de chegar, bloqueando a possibilidade (parcialmente, porque nunca se sabe...) de uma nova sequência.

Eu falei muito complicado? Eu falei muito pra falar basicamente que o fim precisa chegar porque sim *ri* Cabe a cada autor justificar seus próprios fins, assim como seus meios e começos, mas por menos que os leitores gostem disso, não é fácil escrever uma mesma coisa pra sempre.

Recentemente, eu ganhei de presente de aniversário da Ana o último livro do Pedro Bandeira, "A Droga da Amizade", dos Karas e ele se encaixa tão bem nesse meu texto de hoje que eu estou surpresa *ri* Depois de muito tempo, ele voltou a escrever sobre esse grupo de amigos porque sentiu que eles precisavam de um final, um " o que aconteceu depois?"...

Acho que todo escritor gosta disso tanto quanto seus leitores... O que eles fizeram depois da última página? O que se tornaram, com quem se casaram? Eu também já contei aqui que escritores sempre sabem todas essas respostas, mesmo que não estejam nos livros e elas sempre conseguiriam com facilidade preencher outro grande punhado de livros, só não seria prático para o próprio autor.

Decretar um fim ou sentenciar a um fim é libertador, apesar de triste.

Por isso também que eu gosto de "finais felizes": é um jeito de se consolar que acabou, de seguir com a vida sem aquele peso no coração... Quando você sofre com um personagem e compartilha de seus pensamentos e experiências, você simpatiza com ele e ele se torna uma parte de você, quase como se a dor dele se tornasse a sua dor e a felicidade dele, a sua felicidade... Um final feliz é a esperança pro autor e pro leitor e não tem nada que seja maior na responsabilidade de um escritor do que a esperança para o seu leitor!

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"
Antoine de Saint-Exupéry

sábado, 8 de novembro de 2014

Cause I'm a Writer e Outras Histórias - Poetry Time 43

Uma poesia escrita bem no dia do Natal *ri* mas eu estava muito focada na minha própria desilusão amorosa e na minha reconstrução pra escrever alguma coisa sobre a data em si...

Eu gosto muito de ter chamado essa poesia de "Senhora" como o livro de José de Alencar. Foi exatamente daí que eu tirei a ideia, apesar de realmente decidir ser "leal somente a mim" e fugir do final do livro. Mas eu não julgo o final que Alencar escreveu, antes que me perguntem! Era uma época completamente diferente e, apesar da minha opinião quando eu tive contato pela primeira vez com a obra (eu fiquei revoltada *gargalhando*), eu tinha só dezesseis anos e entendia pouco de Literatura (comparado ao que consigo entender hoje... Imagina daqui alguns anos? Vou reler esses textos e pensar que entendia bem pouco de Literatura agora também! Assim espero!)

Essa fecha oficialmente as poesias para meu Herói, mas não foi um adeus de verdade. Foi um autoconhecimento e foi uma fase muito boa, que abriu as portas para uma ainda melhor.

Um último comentário que eu quero fazer aqui é sobre os versos da segunda estrofe: "Eu conjuguei todos os atos/ E dediquei as sensações sem lhe mentir". Eu já falei sobre essa ideia de "conjugar atos" numa poesia que já escrevi aqui de metalinguagem e é muito interessante ver a ideia se repetir agora num poema de "amor".

Poesia do dia 25 de dezembro de 2007 (terça-feira)

Senhora

Parte meu coração, ao deixar partir.
Faltam as palavras, o pesar.
Faltam, não para denegrir,
Faltam para finalizar.

Eu conjuguei todos os ator
E dediquei as sensações sem lhe mentir.
Eu fui fiel a todos os recatos,
Sem nenhuma vez me iludir.

E agora, separadas a velha e nova vida,
Erradicada aquela ao me sentir,
Sem momentos, lembranças ou ferida,
Errante criatura hei de seguir.

Estou forte em ser meu porto seguro
Ou içar velas e um novo rumo aderir.
Liberta de qualquer sentimento imaturo,
Leal somente a mim, não vou cair.