Translate

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Vitamina L: ENTREVISTA COM DÉBORAH FELIPE, AUTORA DE A CASA DA...






Vitamina L: ENTREVISTA COM DÉBORAH FELIPE, AUTORA DE A CASA DA...: SINOPSE: A Casa das Hostesses é um prédio antigo de Tóquio que passa despercebido para aqueles que não o estão procurando e é parte de seu...

Como surgiu a ideia de escrever "A Casa das Hostesses Guilty"? Quanto tempo demorou para a história ficar pronta? O que o leitor pode esperar?

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

[Café com a Lice] Entrevista com Déborah Felipe





Leia na íntegra aqui == > Entrevista

1- Oi Déborah, tudo bem? Primeiramente, obrigada por se disponibilizar a responder esta entrevista. Como surgiu a escrita na sua vida? 

Resposta: Eu estou muito feliz por poder estar aqui! É muito interessante pensar em como responder essa pergunta porque a escrita aconteceu na minha vida sem que eu me desse conta. Escrever pra mim sempre foi uma coisa natural, eu sei me expressar muito melhor do que quando eu estou falando. Quando estava na escola, eu costumava escrever muitas poesias que colocavam pra fora todo sentimento que eu não sabia mostrar e depois eu comecei a escrever fanfics, principalmente sobre bandas japonesas. Quando eu percebi, escrever era como respirar!


2- A Casa das Hostesses não é um livro comum e traz uma visão totalmente diferente das boates. De onde surgiu a ideia do livro? Você pesquisou muito sobre o assunto? 

Resposta: Eu pesquisei demais! Não é um ambiente que eu conheça pessoalmente, eu nunca trabalhei numa boate ou conheci alguém eu trabalhasse, então não é como um relato, eu busquei o máximo de informações que podia encontrar e li muito mesmo. Quando eu tive a ideia da Casa das Hostesses, ela era muito mais simples do que é hoje, era na verdade pra ser um único capítulo, um encontro entre um cliente e uma hostess e os dois se apaixonavam, mas eu sabia que tinha muito mais coisas que eu podia contar sobre esse lugar, então ele foi crescendo!


3- As relações do livro são forte e intensas, assim como a personalidade dos personagens. Qual personagem você considera mais parecido com você? E os personagens foram inspirados em alguém?

Resposta: Eu adoraria ser forte e intensa como a Selina ou ter o dom maravilhoso de interpretar os outros como a Marissa, mas a verdade é que eu queria ser todas elas! Eu adoro pensar nisso porque cada um deles tem um pouco de mim e um pouco do que eu gostaria de ser. É muito difícil de se livrar completamente das influências da nossa vida e do nosso cotidiano na hora de escrever, por mais que seja tudo obra da minha imaginação, as personagens acabam com um jeitinho ou outro de alguém que eu conheço de vez em quando.


Setembro Amarelo



Essa é com certeza uma das campanhas mais bonitas que nós temos, não desmerecendo as outras, que são tão importantes quanto, mas as doenças mentais ainda são muito marginalizadas e precisam de todo um cuidado e toda atenção que pudermos dedicar a elas!

É muito importante que as pessoas entendam que todo aquele que tira a própria vida ou que deseja tirar a própria vida está passando por uma situação muito mais complicada do que a estigmatização nos permite enxergar!

No Brasil, acontece 1 suicídio a cada 45 minutos! No mundo, é 1 a cada 40 SEGUNDOS! É uma taxa de mortos maior do que a AIDS e o câncer!

Mas o que significa "valorizar a vida" afinal? Será que realmente todas as pessoas estão abertas para conversar sobre esse assunto e tirá-lo do âmbito do tabu?

Um dos principais motivos para o suicídio é a falta de valorização da vida e é por isso que a campanha é tão importante! Ninguém deveria se sentir menos do que o outro, ninguém deveria se sentir sem importância!

Valorizar a vida é proteger um ao outro, perceber o outro, notar que alguma coisa está errada! Nós precisamos enxergar o outro e nos importarmos mais!

Espero vê-los no próximo
Déborah Felipe

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

07 de Setembro de 2017


A única coisa que eu tenho a dizer sobre o dia de hoje é que é uma grande hipocrisia dizer que é o "dia da independência" com o país no estado em que está!

Book of Livros: Entrevista Déborah Felipe




1. Quem é Déborah Felipe?

Eu gosto de pensar que eu sou alguém que gosta de se reinventar. Alguém que consegue enxergar além do que as coisas parecem e encontrar aquele ponto em que a arte transforma tudo. A Déborah, quando eu penso sobre ela e sobre por onde ela andou até chegar aqui, parece alguém que se encontrou se perdendo muitas vezes ao longo do caminho, porque prefere prestar atenção aos encantos a sua volta do que no “por onde eu estou indo”...

2. Quando percebeu que a escrita fazia parte da sua vida?

Essa é uma história engraçada porque eu só fui perceber que a escrita era uma parte importante da minha vida quando já fazia um tempo que eu escrevia. Eu comecei bem cedo, porque sempre gostei muito de escrever fanfics, escrevia no começo de Harry Potter, pra aguentar a expectativa dos próximos livros, mas não era muito de dividir o que eu escrevia com ninguém além da minha irmã. Nessa época, eu também gostava muito de escrever poesias, essas eu não tinha tanto problema e alguns amigos meus liam e gostavam, mas eu escrevia mais pra colocar os sentimentos pra fora, não porque eu me achava escritora. Foi quando eu comecei a escrever fanfics sem parar sobre essa banda japonesa que eu gosto que eu percebi que aquilo me fazia feliz, que eu gostaria de fazer isso pra sempre!

3. Qual o primeiro livro que se lembra de ter lido?

Eu tive muita sorte, sempre fui influenciada a ler muito, tanto em casa, quanto na escola. Minha escola tinha uma roda de leitura semanal quando eu ainda era muito criança e nos ensinaram que ler era uma diversão, era uma coisa que você dividia com seus amigos. Nessas rodas de leitura, eu conheci um escritor que me mudou pra sempre que foi o Pedro Bandeira, por quem eu tenho um carinho ENORME! Mas o primeiro livro que vem na minha cabeça que eu tenha lido foi “A Bruxa Salomé”, da Audrey Wood, que também foi um pedido da escola.

(Leia a entrevista na íntegra aqui ===> Entrevista)

Quando a Escuridão Chegar


Mais uma vez, eu pensei em escrever sobre depressão por causa de uma música que eu escutei, eu comecei todos esses textos principalmente por causa da música que eu descobri da Katy Perry e fui trabalhando ao longo de todo um mês em cima das minhas poesias e de como a doença se manisfesta artisticamente.

Essa é outra música que eu nunca tinha escutado antes, da Colbie Caillat, "When the Darkness Comes", ela é de 2013 e foi feita para o filme "Os Instrumentos Mortais" da autora Cassandra Clare, aparentemente baseada na história do livro.

Eu não cheguei a ler o livro, então não posso fazer uma interpretação mais profunda sobre a conexão com a música, mas o que me fez vir aqui escrever foi a seguinte frase:

"I'll be bere waiting, hoping, praying that this light guide you home"

"E estarei aqui esperando, desejando, rezando pra que essa luz te guie pra casa"

"When you feeling lost, I'll leave my love hidden in the sun for when the darkness comes"

"Quando você se sentir perdido, eu deixarei meu amor escondido no sol pra quando a escuridão chegar"

Bom, pra quem acompanhou cada um dos textos sobre minhas poesias cinzentas, já entendeu a conexão que eu fiz com essa música. A Escuridão chega, ela se aproxima e toca aquela pessoa, ela domina, mas aparentemente não é sempre, como se ela tivesse altos e baixos.

Mas o que eu mais gostei nessa música é que ela, diferente da que eu coloquei aqui da Katy Perry, da Kelly Clarkson e das minhas próprias poesias, "When the Darkness Come" não é uma música sobre si mesmo e mas sobre uma pessoa que ama alguém que convive com a doença, alguém que reconhece os sintomas, alguém que quer ajudar essa pessoa! Isso torna a música ainda mais bonita!

Novamente, eu não sei se foi feita exclusivamente para o filme, mas a letra é tão profunda e tão sensível que, se ela diz uma coisa diferente para cada um, talvez ela tenha alcançado o mais próximo da perfeição!

Espero vê-los no próximo
Déborah Felipe

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Dia dos Irmãos - 05 de setembro de 2017



Nada melhor pro post 801 do que falar do dia de hoje!
3 irmãos fantasiados de 3 irmãos pro dia dos Irmãos ser celebrado com competência!
Eu podia dizer um monte de coisas sentimentais aqui que me fariam chorar muito enquanto eu escrevo, mas isso seria muito previsível!
Muito obrigada pelas aventuras (que sejam menos fatais que as dos Washingtons, pelo amor de Deus!!!)
Amo vocês dois!

Gratidão


É estranho fazer esse texto, porque eu não fiz os outros, mas... Escritor sabe? Escritor não presta muita atenção em nada e às vezes perde a saída e precisa fazer todo o retorno de novo...

Mas é! Esse é o 800º post desse blog (eu nem sei pronunciar esse número! Humanas sabe nada de números!) e eu não consigo acreditar (e nem acreditaria, se não tivesse o marcador que o site me mostra, porque eu não iria contar quantos textos já escrevi).

Escrever é o que me mantem viva, é o que me ajudou a seguir em frente e lutar contra a Depressão, é o que me trouxe amigas leais e maravilhosas, é o que me faz me olhar e sentir orgulho de mim mesma! Eu sou feita mais de tinta e papel do que de carne e sangue...

Eu sou aquela poesia que saiu voando e ninguém conseguiu escrever, sou aquele livro que te faz companhia numa noite de insônia, aquele conto que distrai seu coração quando você quer chorar!

Nem percebi quando cheguei no 100º post, imagina que loucura foi perceber que já estava no 800º? Mas eu não estava prestando atenção porque estava fazendo aquilo que eu faço com o coração, estava fazendo o que me faz mais feliz!

Bem que eu queria ter pensado em alguma coisa super especial pra esse post, mas eu não consigo inventar as coisas sob pressão e eu já escrevi sobre muitas das coisas que eu gosto e que eu queria falar aqui (por isso chegamos a esse post)! O caminho que nos trouxe até aqui é o que torna esse post especial!

Só o que eu espero do futuro é estar fazendo alguma coisa certa! Alguma coisa que vai fazer com que meu eu bem mais velho olhe pra trás e se sinta orgulhosa! Que venha o futuro!

Vejo vocês no próximo
Déborah Felipe

Explicando minha Depressão para minha mãe - uma conversa


Esse é um dos vídeos mais bonitos falando sobre Depressão! Eu gosto muito dele!
Muitas das coisas que eu falei nas minhas poesias, estão no texto dela!
E acho que o que é mais bonito nesse vídeo é a urgência com que ela fala, tentando explicar como é viver com a doença pra alguém que não entende, como é desesperador tentar explicar uma coisa que mal se entende de verdade!

Vejo vocês no próximo
Déborah Felipe

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

O Poder de um Escritor


Hoje faz um mês que eu comecei a postar esses novos textos aqui no blog e eu não podia simplesmente abandonar sem dizer nada a respeito!

Eu já disse que escrever foi o que me salvou de afundar completamente na minha Depressão e e voltei esse ano, tanto para o blog quanto para o Nyah! porque eu precisava me reencontrar, então eu decidi seguir os últimos passos que eu me lembrava...

Minha intenção ao escrever cada um desses textos era essa, a de fazer companhia para quem está se sentindo sozinho, pra quem está perdido, pra quem não entende o que está acontecendo consigo mesmo! Era de tentar guiar, explicar e de principalmente valorizar cada uma das pessoas que chegaram aqui! Eu prego tanto o acolhimento da Casa das Hostesses que precisava começar a vivê-lo na pele!

Mas meu pensamento quando escrevi essa frase da capa aconteceu numa noite em que eu estava com muita dor de estômago e não conseguia dormir nem ficar deitada em minha cama. Eu fui pra cozinha, a casa toda dormindo e, ao invés de ficar no Facebook ou no Instagram, eu fui pro Nyah!, eu tinha começado a ler uma fanfic muito bem escrita de um casal que eu gosto e queria saber como terminava a história. 

Enquanto eu lia, eu não me senti sozinha, eu nem vi o tempo passar, nem senti o frio que estava na cozinha comparada com debaixo do meu cobertor! Enquanto eu lia, aquela escritora, que não é conhecida ou famosa, estava ali comigo, me contado sua história e me fazendo me sentir melhor!

É isso que eu amo! É esse poder que escritores tem de transformar tudo a nossa volta! É por isso que eu vivo!

Espero vê-los no próximo
Déborah Felipe

domingo, 3 de setembro de 2017

Revisitando as Poesias sobre minha Depressão - comparação


Eu falei ontem que ia terminar as análises de poesias, mas eu resolvi fazer uma última coisa aqui: colocar a primeira poesia que eu escrevi sobre minha Depressão e a última.

Poesia do dia 01 de março de 2008 (sábado)

Soneto do Desespero

Presa em minha alma, vejo a morte.

Angustiada no calabouço do contentamento,
Sem saída, nesse meu confinamento,
A dor e o tormento da minha sorte...

Trancafiada na densa insanidade...
Como consegue erguer-se da loucura?
Como foge da queda sem fratura?
A alma inteira na sua humanidade?

Engole o sofrimento sem pesar,
Que o homem se faz forte na fraqueza...
Engole, o sofrimento vai passar...

Não se renda à angústia da incerteza,
Que o desespero não pode dominar
A intensa luz da sua natureza...


Elas tem seis anos de diferença exatamente e isso foi uma surpresa muito louca agora que eu estou escrevendo esse post! Outra coisa que eu achei muito interessante é que a primeira é um soneto e a última é essa estrutura diferente que eu gostei de escrever nas últimas vezes (que eu na verdade não sei se tem um nome), elas são estilos diferentes, mas elas se parecem em tantas coisas!


Poesia do dia 1 de março de 2014 (sábado)

Shadows

Antes, tudo era escuridão

E eu vivi nela até meus olhos se acostumarem
Com vultos, vi imagens se formarem...
Achei que aquilo era visão!
Achei que dava para as luzes me encontrarem...

O caminho era longo, o fim, distante,
Muitas vezes, tropecei e caí...
Não havia muito mais que sentir...
Havia só a promessa farsante
De um dia verdadeiramente existir...

Na escuridão, não há asas, não há flor.
A escuridão é o oposto do amanhecer.
Na escuridão, não se pode nem mesmo morrer...
Mas a morte não se afasta e está na dor...
A escuridão não é mais que sofrer...

Esse lugar faz chover incessante
Ou talvez seja só o meu desejo...
A chuva não é luz, mas me vejo
E a escuridão não perdoa o instante,
Não perdoa meu pequeno lampejo...

Minha chuva, a tristeza não afoga,
Desolação que sufoca meus passos,
Ofegante, eu caio aos pedaços...
Minha alma pela luz roga,
Sem forças, me carrego em meus braços!


"A intensa luz da sua natureza..."
"Minha alma pela luz roga"
"A alma inteira na sua humanidade?"
"Sem forças, me carrego em meus braços!"

Espero vê-los no próximo
Déborah Felipe

sábado, 2 de setembro de 2017

Revisitando as Poesias sobre minha Depressão - Soneto do Desespero


E chegamos a última poesia que eu coloquei no "Cause I'm a Writer" aqui no blog que se tratava da minha Depressão! Eu não sei se esse será o último post sobre isso que eu farei (muito provavelmente não), mas acho que não será mais tão regrado de um post por dia, se eu conseguir escrever um por semana será uma vitória!

Poesia do dia 01 de março de 2008 (sábado)

Soneto do Desespero

Presa em minha alma, vejo a morte.

Angustiada no calabouço do contentamento,
Sem saída, nesse meu confinamento,
A dor e o tormento da minha sorte...

Trancafiada na densa insanidade...
Como consegue erguer-se da loucura?
Como foge da queda sem fratura?
A alma inteira na sua humanidade?

Engole o sofrimento sem pesar,
Que o homem se faz forte na fraqueza...
Engole, o sofrimento vai passar...

Não se renda à angústia da incerteza,
Que o desespero não pode dominar
A intensa luz da sua natureza...


Como eu disse, eu gosto muito de escrever (ou gostava, né?) sonetos, mesmo que eu não seja grande coisa pra colocar métrica e forma neles! E eu comecei o texto dessa poesia da última vez dizendo que ela começava um período mais dark nas minhas poesias, um período difícil de explicar.

Hoje ele não é mais tão difícil de explicar, como eu tentei colocar nesses textos. Eu não conseguia admitir na época do Cause I'm a Writer o quão doente eu estava e agora é mais fácil aceitar o que acontece comigo e dizer abertamente. Eu espero que essa iniciativa alcance e ajude alguém que esteja passando pelo que eu passei!

Espero vê-los no próximo
Déborah Felipe

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Revisitando as Poesias sobre minha Depressão - Oração Silenciosa


Eu achava que nessas primeiras poesias eu não tinha mencionado a Escuridão, mas ela está aqui na poesia de hoje, aprisionando desde o começo, me cercando com ansiedade.

Poesia do dia 14 de abril de 2008 (segunda-feira)

Oração Silenciosa

Oh, oração silenciosa,

De um terço de lágrimas derramadas,
Uma vigília dolorosa
De muitas almas abaladas.

Eu busco Luz para o fim da Escuridão,
Apego-me a toda felicidade.
Pra não me render à angústia da prisão
E me libertar das correntes da ansiedade.

As asas da infância me abandonaram,
Derreteram e agora só me resta cair.
As trevas do labirinto em que me jogaram
Incendeiam-se até me consumir.

Meu terço de lágrimas vertidas,
Reclama o fulgor da alma misteriosa.
Choro a ardência das feridas,
Oh, oração silenciosa!


Como eu disse da outra vez, no Poetry Time, eu gosto muito da sonoridade dessa poesia e nela encontramos mais uma vez uma menção ao Mito de Ícaro nas "asas da infância" que me abandonaram, derreteram e me deixaram para cair.

Vejo vocês no próximo
Déborah Felipe

19 anos depois e tudo estava bem

A cicatriz não incomodara Harry nos últimos dezenove anos. Tudo estava bem.

Hoje é dia 1º de setembro de 2017, dia em que se passa o epílogo do último livro de Harry Potter, dia dos "19 anos depois" que achávamos que estava tão distante!

O que eu mais acho bonito nesse fandom é que todo começo de setembro, não importa a idade que temos, estamos prontos pra voltar pra Hogwarts, pra voltar pra casa! E hoje é um dia muito importante pra nós porque é o ponto final dos livros!

Harry Potter mudou a minha vida e de muitas pessoas, pessoas que eu conheço e outras que eu nunca vi, mas que estão tão emocionadas com a data da mesma maneira que eu! Nós aprendemos muito com ele, crescemos com ele e agora uma grande parte de nós somos adultos como ele!

A coisa mais bonita que existe nessa história é que nós sempre brincamos que não recebemos nossas cartas pra ir pra Hogwarts, mas sempre voltamos, sempre estamos indo pegar o Expresso de Hogwarts, sempre nos abraçamos e choramos juntos quando descobrimos que fazemos parte dessa família! A própria J. K. Rowling disse que nós recebemos nossas cartas no momento em que decidimos abrir pela primeira vez "A Pedra Filosofal"!

Não importa quanto tempo passe, 19, 20, 50 anos! Harry Potter vive em nós, em todos nós! E com nossos malões, cachecóis e vestes, nossas varinhas e corujas ou gatos ou sapos, nós corremos em direção a plataforma 9 3/4 esperando que ela se abra mais uma vez e nos deixe viver nossa vida com a magia que aprendemos desses livros!

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Aperte minha mão


Ficou muito pequeno pra ler o texto e se aumentasse ainda mais a capa ia ficar ruim, então eu vou transcrever aqui:
Primeiro quadrinho - Eu posso não saber o que você está sentindo.
Segundo quadrinho - Posso não saber a solução do seu problema.
Terceiro quadrinho - Mas eu vou estar aqui se você precisar de mim.

Só de ler isso, meu olho já se encheu de lágrimas.

É triste pensar que muitas pessoas precisam só disso e nem isso elas tem! Você não quer alguém pra solucionar seus problemas, enfrentar seus demônios, salvar seu pescoço... Você só quer alguém que olhe bem no fundo dos seus olhos e perceba que você não está bem, que você chorou até dormir, que você não tem comido direito, que não importa quantas vezes você "sorria" e diga que está tudo bem, não tem nada bem!

Você não precisa de alguém pra te dizer que tudo vai ficar bem, você precisa de alguém que diga "não importa o que aconteça, eu estarei aqui"!

Você não precisa de alguém que extraia de você, como num interrogatório, o que está te incomodando, às vezes, você nem sabe. O que você precisa é alguém que se sente ao seu lado e fique em silêncio, só pra que você saiba que não está sozinho!

Vejo vocês no próximo
Déborah Felipe

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Revisitando as Poesias sobre minha Depressão - Abandono


Acho que o sentimento de abandono é tão intenso em pessoas com Depressão quanto o de solidão em si. As duas ideias podem parecer ser a mesma coisa, mas não são, porque muitas vezes nos sentimos sozinhos quando outras pessoas estão a nossa volta, mas quando nos sentimos abandonados é outra coisa.

A poesia de hoje também é de antes da Escuridão aparecer escancarada, ela ainda brincava em suas sombras com meus sentimentos esmigalhados.

Poesia do dia 16 de abril de 2008 (quarta-feira)

Abandono

O meu choro desesperado,

O choro de criança perdida.
A dor do corpo machucado,
Da inocência sem vida...

Eu quero de volta a Liberdade,
De volta os dias ensolarados...
Sobreviver a toda realidade
É tão ruim quanto meus pecados...

Não estou pronta pra seguir,
Mas parar é quase como morrer...
Como eu posso continuar a fingir,
Se não teve importância meu querer?

Eu sou o elo fraco da corrente,
Imaturo, amargurado e sensível.
Sangrando o coração, a dor que sente,
Se acorrenta no silêncio, intangível.


Apesar da Escuridão não está dita aí, ela vem na imagem da falta dos "dias ensolarados", mas acho que o caracteriza completamente essa poesia como cinzenta é a última estrofe: "Eu sou o elo fraco da corrente/ imaturo, amargurado e sensível/ sangrando o coração, a dor que sente,/ se acorrenta no silêncio, intangível".

É interessante que eu tenha usado sensível e não insensível, não é? A doença te faz sentir muito tudo o que é ruim, por isso dói tanto, por isso se quer morrer.

Lembra que eu falei sobre manter meus monstros dentro de mim? Quando eu contei a história do pássaro sem asas? "Se acorrenta no silêncio, intangível". Cada pedaço vai montando aos poucos o quadro todo.

Vejo vocês no próximo
Déborah Felipe

terça-feira, 29 de agosto de 2017

CURRÍCULO DO AUTOR


1. Nome de Autor: Os meus livros ficaram com o meu nome mesmo, mas eu costumava assinar como Sereny Kyle, no Nyah! Fanfiction.

2. É seu nome real? O nome real é Déborah Felipe e eu tive de me reacostumar a responder por ele.

3. Idade: 27 anos

4. Onde vive? Estou sempre na Casa das Hostesses, se quiser me encontrar.

5. Todo autor antes é um leitor, como surgiu o seu gosto pela leitura? O gosto por ler começou em casa, com histórias em quadrinhos e livros de fábulas e a minha escola também teve um papel muito importante pra que eu me apaixonasse completamente pelos livros e nunca mais conseguisse viver sem eles.

6. Como começou a escrever? Comecei a escrever fanfics de Harry Potter e depois da minha banda preferida, o the GazettE.

7. Autores que inspiram a sua escrita: Pedro Bandeira foi uma grande influência quando eu comecei a escrever, depois veio a J. K. Rowling, Oscar Wilde, Stephen King...

8. Tem muito bloqueio criativo? Tenho, parece até que eu não consigo respirar quando acontece!

9. Faz algum ritual quando vai escrever? Eu preciso esquematizar muito bem o que eu vou escrever antes, estruturar toda a ideia, a história, os capítulos, só então eu começo realmente.

10. Você escreve rápido? Sim e ainda bem!

11. Como nasceu a ideia do seu primeiro romance? Meu primeiro romance não foi A Casa das Hostesses, que é meu livro com a Editora PenDragon, o primeiro livro que eu escrevi nunca foi publicado, porque eu ainda tenho que arrumar muitas coisas da história, mas nasceu da ideia de quatro adolescentes encontrando Canetas com poderes mágicos e um vilão que era professor de História!

12. Seu gênero favorito para escrever? Romance.

13. Seu gênero favorito para ler? Fantasia.

14. Tipo de heroína favorita?  As que parecem rais, que você poderia esbarrar com ela na rua.

15. Tipo de herói favorito? Mesma coisa que as heroínas.

16. O que não falta nos seus romances? Reviravoltas! Adoro fazer o leitor acreditar que eu vou seguir um caminho e acabar num lugar completamente diferente do que era esperado!

17. Seu personagem masculino favorito:  Meu mesmo ou de outro autor? Bom, como eu nunca vou saber escolher entre os meus, vou dizer o Crânio, gênio dos Karas, do Pedro Bandeira. Eu não só gostaria de ter escritor ele, como eu gostaria MUITO de ser ele!

18. Sua personagem feminina favorita: Não é de livro, mas eu não acho que alguém vai dizer que a Princesa Leia não conta!

19. Se pudesse voltar ao passado e dar uma dica pra você mesmo quando começou a escrever, o que diria? Acredite mais em si mesma do que nos outros!

20. Seu trecho de livro favorito: "Se só me faltassem os outros, vá; um homem consola-se mais o menos das pessoas que perde; mas falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo". Dom Casmurro - Machado de Assis.

21. Sua capa favorita: Tem várias que eu acho lindas, é lógico, mas eu vou falar de uma que é mais do que especial e que não é nenhuma das minhas, que é a capa da Droga da Obediência, do Pedro Bandeira, que me fez escrever minha primeira carta pra ele!

Espero que tenham gostado e eu vejo vocês no próximo
Déborah Felipe

A Casa das Hostesses Guilty já está chegando!


Olha só que coisa linda que eu recebi de uma leitora que comprou os dois livros da Casa das Hostesses durante essa pré-venda de Guilty, com o desconto especial da Loja da Editora PenDragon, e já recebeu em casa!

Ponto bônus por estar assistindo um vídeo do meu querido Pedro Bandeira!

Não perca tempo, a pré-venda já está acabando! O lançamento do livro é dia 10/09, durante a Bienal do Rio!

Compre no link ao lado ======> A Casa das Hostesses Guilty

Quer aproveitar o desconto e comprar os dois livros? É só colocar os dois no carrinho e o desconto aparece automaticamente!

As hostesses podem cuidar de você!

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Revisitando as Poesias sobre minha Depressão - Hipnose


A poesia de hoje é um pouco diferente das demais, nós já estamos chegando numa fase que era bem o começo da minha Depressão e eu ainda não tinha conseguido encontrar todas as palavras que a representariam. A Escuridão, sempre presente nas poesias cinzentas, ainda não está destacada aqui, apesar de já estar quase dita e é por isso que eu resolvi reanalisar ela!

Poesia do dia 16 de abril de 2008 (quarta-feira)

Hipnose

Vem me prender em suas ilusões

E fazer valer à pena meu viver.
Que eu já cansei de todas as sensações
Que o mundo lá fora pode trazer.

Vem mostrar o que é felicidade,
O que o mundo é incapaz de me dar.
O que supre toda a minha vaidade
E me acorrenta a esse seu olhar.

O seu oculto silêncio aventureiro
Pelo qual eu quero tudo abandonar.
Pra que eu me prenderia a esse nevoeiro
Com todo esse charme a me instigar?

Eu já estou perdida pra este mundo
E nele não há nada pelo que ficar...
Meu desgosto é simplesmente tão profundo
Que não há mais laços que eu precise desatar...


A principal característica que a liga as demais poesias sobre Depressão com certeza estão nessa última estrofe e existe uma coisa muito perturbadora, apesar de não ser totalmente sobre a Morte, nesse "charme" que instiga o desejo de não estar mais nesse mundo e que faça com que não exista mais laços nele para serem desatados.

Eu espero que todas essas análises estejam sendo interessantes, eu acho que é muito importante discutir esse assunto e tirar as dúvidas sobre o que eu estava realmente falando nessas poesias. Poesias são palavras da alma e olha como uma alma pode se mostrar machucada!

Vejo vocês no próximo
Déborah Felipe

domingo, 27 de agosto de 2017

O Peso das Palavras


Eu já estou há m tempo pensando em como escrever o texto de hoje, porque eu já falei sobre a voz de dentro da nossa cabeça, mas existe outra voz que às vezes (quase sempre) não é bom de escutar: a dos outros!

Nossas palavras tem um peso enorme e podem causar um sofrimento muito grande com a mesma facilidade que podem acalentar um coração!

Eu gosto muito da frase da capa de hoje "Todas as pessoas que você encontrar estarão lutando uma guerra da qual você não sabe nada sobre. Então, seja gentil. Sempre" porque essa é uma verdade que parece que não enxergamos mais!

Isso não vale apenas para pessoas com Depressão! Essa é uma regra de ouro pra toda e qualquer situação. Muitas vezes, nós tivemos dias ruins e descontamos nos outros sem pensar ou sem perceber, sem considerar que aquela pessoa, culpada ou não pelo seu dia ruim, também pode estar num dia difícil ou pior!

Isso me coloca pra pensar que alguma coisa com certeza nos tornou muito mais egoístas e insensíveis para não pensarmos no que nossas palavras podem causar ao outro! Eu sempre tive em mente que, se você não tem algo bom pra dizer, nem algo útil, fique em silêncio! O silêncio vale ouro, não vale?

Mas eu me deparo muitas vezes com situações que se mostram o contrário desse meu pensamento e as pessoas dizem o que querem, sem pensar nas consequências, doa a quem doer! O que há de errado em pensar no outro de vez em quando? Isso não é nem pensamento religioso, é humanidade!

E eu sempre caio na conclusão de que a humanidade vai de mal a pior...

Vejo vocês no próximo
Déborah Felipe

sábado, 26 de agosto de 2017

Revisitando as Poesias sobre minha Depressão - Morte


Como eu disse na última poesia que eu coloquei aqui, eu realmente não estava escondendo tão bem quanto eu pensei minha Depressão e os desejos de morrer que eu tinha nessa época e isso fica evidente na poesia de hoje, chamada Morte.

Poesia do dia 26 de junho de 2008 (quinta-feira)

Morte

Doce névoa tão silenciosa,
Que o amargo brilho vem roubar.
Satisfeita com a magia culposa,
Que fez o meu feitiço se quebrar.

O desejo de o descanso retornar
Foi embora sem se despedir.
Para todo sentimento transformar
Sem deixar vestígio do sentir...

Eu já escrevi palavras belas,
Já lutei pelas noites sem luar,
Por brilhos perdidos de estrelas,
Por cavaleiros errantes a criar...

O Tempo, inimigo do pecado,
Da rosa da manhã tenta esperar
A cura da esperança neste fado
Que permite a alma transbordar.

Os olhos do abismo infinito,
Algemas do cárcere profano,
Consegue matar esse espírito,
Com torturas de um demônio insano.

Doce perfume que denuncia a morte,
Inimigo que não pode se vencer,
Que no mundo deixa a nossa sorte,
Enforcados no destino de viver...

"Enforcados no destino de viver". Esse verso explica melhor do que todos os textos que eu já coloquei aqui sobre a Depressão porque é que ela acaba nos conduzindo ao desejo de Morte. Conviver com a doença é muito difícil, muito doloroso e só o que se quer é que a dor passe. Viver é o problema e por isso mesmo que muitas pessoas pensam em morrer. Não necessariamente todos vão até o fim, como eu por exemplo, mas um número muito grande vai! E não dá mais pra viver sem pensar o que poderia ser dessas pessoas se elas tivessem tido ajuda!

Eu falei no texto original do Poetry Time que eu tinha colocado nessa poesia o verdadeiro duelo que causava todo esse tormento, que é entre a Rosa da Manhã, que representa a infância, e o Tempo, que não espera por ninguém e que, por mais que cure muitas das nossas feridas, também causa grande parte delas!

No post eu também falei uma coisa que, só porque eu não usei o termo "Depressão", eu realmente acreditei que não estava falando sobre isso. O trecho é o seguinte, sobre a penúltima estrofe:

"Eu gosto muito do verso "Os olhos do abismo infinito" porque ele tem uma relação com a frase de Nietzsche: "Quando você olha muito tempo para o abismo, o abismo olha pra você". É aquele momento em que dentro de você só existe escuridão e você acaba descobrindo o que há de pior em você..."

Como eu sempre digo, a Escuridão é a doença e ela usa o que há de pior em você pra te torturar!

Vejo vocês no próximo
Déborah Felipe

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Se puder, não escute essa voz!



É triste que nós sejamos criados para sempre ouvir a voz da nossa consciência, como o Grilo Falante da história do Pinóquio, porque ela sempre tenta nos dizer o que é certo e errado, o que devemos ou não fazer, qual conduta seguir e, de repente, a Depressão assume esse papel, abafa a voz da consciência e diz coisas dentro da nossa cabeça que não tem relação alguma com certo e errado ou conduta...

Eu não sei explicar como funciona, mas a voz da consciência ainda está ali e é por isso mesmo que a doença consegue nos enganar, ela é ventríloqua, ela sabe o que dizer, como dizer, quando atacar.

A nossa principal inimiga durante as crises que a Depressão gera é a nossa própria mente! O lugar onde deveríamos nos sentir mais seguros se torna opressor!

É um dos piores sentimentos que a doença causa, você se sente excluído, tem sempre aquela desconfiança de que as pessoas estão falando de você pelas suas costas, que estão zangados ou desapontados com você e é uma dor sem fim. É uma dor tão forte que você quer se causar ainda mais dor, porque você se sente culpado de tudo aquilo que está pensando e, quanto mais dor você se sente, menos motivos pra lutar e viver você tem.

Eu acho que esse é um dos principais motivos pelos quais nós precisamos conversar muito sobre Depressão! Para poder ajudar alguém que você conhece com a doença é bom que você entenda o que provavelmente está na cabeça dela quando ela se fecha e não quer a sua ajuda. Ela pode não querer, mas ela precisa! E é muito difícil de lidar com essa situação porque você vai acabar sendo machucado também por ela, por esse "desprezo" pela sua ajuda, por tantas vezes que você será fechado pra fora do "quarto" e essa pessoa preferir ficar sozinha, longe de você. É muito difícil continuar e não desistir daquela pessoa!

Por isso a Depressão é uma doença da Solidão! E por isso mesmo que ninguém vence sozinho!

Vejo vocês no próximo
Déborah Felipe

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Revisitando as Poesias sobre minha Depressão - Metamorfose


Como eu já disse por aqui, nessas minhas poesias cinzentas eu usei a metáfora da "metamorfose" de uma maneira diferente porque eu realmente fui mudada pela doença, mas isso não me causou coisas boas, não foi libertador e a poesia de hoje é sobre isso!

Poesia do dia 25 de julho de 2008 (sexta-feira)

Metamorfose

Eu estou caindo, caindo, mudando...

Quero me perder pra conseguir me encontrar.
Corrente por corrente, estou me libertando,
São as piores experiências que nos fazem melhorar.

Eu já não tenho mais asas, mais suporte,
Não tenho forças, nem no que acreditar.
Sozinha, já não sou mais assim tão forte,
Mas os caminhos se perdem sem nos avisar.

As nuvens negras já passaram e o que restou?
Resta ainda a dor que me causaram,
As perdas e os sonhos que me roubou,
Sem saber, desamparada, me arrasaram.

O sol de um novo dia perde o brilho da esperança
Aos olhos desencorajados do meu sofrimento.
Calada, choro as chagas, sem confiança
Sem jamais reclamar o meu contentamento.

Doce boneca, como aguentar a vida inexistente?
Como aguentar tanta angústia, tanta Escuridão?
A luz que eu busco é um reflexo aparente
De sonhos que padecem na minha ilusão.

A minha fragilidade tem que ser calada
Porque ninguém entende o que eu sinto.
Não é suficiente ouvir que toda queda será superada
E é só pra não ouvir isso que eu minto...

Eu coloquei nessa poesia tudo o que eu representava da minha Depressão, a criança sem as asas da infância, a Escuridão como a própria doença, sempre presente, os sonhos se perdendo em ilusão, a falta de entendimento do que eu sentia.

No texto do Poetry Time, eu falei sobre a "doce boneca" do primeiro verso da penúltima estrofe, "que tanto pode ser atribuída as remanescências da infância, quanto a si mesma, uma criatura de sorriso pintado e peito vazio". Na época eu disse "o eu-lírico". É interessante voltar aos textos e ver quanto eu estava fugindo do assunto, quanto eu estava escondendo e esse é o principal motivo de estar escrevendo tudo isso de novo. De quem eu estava escondendo? As poesias eram todas sobre Depressão e eu só tentava camuflar o que eu não queria ver.

Vejo vocês no próximo
Déborah Felipe

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

A Escritora que tentou me curar



A gente sempre escuta que escritores são criaturas feitas da própria arte, quase inexistentes no mundo real, feitos de sonhos e tinta, encarcerados por seus próprios talentos e insatisfeitos com a realidade. Eu vou desmentir um pouco toda essa história.

É claro que, nós temos vários exemplos de escritores que sucumbiram (essa é sim a melhor palavra que eu encontrei para explicar a sensação) aos próprios mundos fantasiosos e se entregaram a vícios que terminaram com suas vidas e genialidades, mas, como eu já disse aqui nesses textos sobre minha Depressão, foi minha arte que conseguiu me salvar.

Eu vou começar a história outra vez (perdoem essa pobre contadora de histórias que não sabe fazer outra coisa se não alongar mais e mais seus relatos!), de uma maneira diferente agora.

Quando eu comecei a escrever sem parar no Nyah! Fanfiction e melhorar da minha Depressão, eu inventei a Sereny e uma das coisas que eu mais respondi nesses últimos 9 anos no site é: qual a diferença entre a Sereny e a Déborah?

Por muito tempo, essa foi uma pergunta que eu achava muito complicada de explicar, mas agora eu vejo o quanto ela é simples! A Déborah (a de antes, não essa que vos fala!) era uma menina sozinha e triste, mesmo antes de ter a doença e eu acho que ela era triste por dois motivos principalmente: o primeiro motivo é que ela tinha dentro de si tanta dessa arte que ainda não estava sendo colocada pra fora que a consumia por dentro; e o segundo é que, como ela escrevia mais poesias, era como se essa arte expressada a mantivesse nesse estado de tristeza permanente, com medo que a inspiração fosse embora (o que, tecnicamente aconteceu, já que eu não sou capaz de escrever mais nenhuma poesia, mas ela não foi embora, ela só mudou de forma).

A Déborah, antes da Sereny, era uma poetiza compenetrada e desatenta, porque ainda não tinha percebido o que escrever era pra ela. Foi nessa pessoa que a Depressão começou a tomar conta e a transformou em outra, a transformou no "monstro devorador de sonhos", como eu já disse há alguns textos.

Dessa Déborah que entrou em Depressão e pensou várias vezes em se matar, nasceu a Sereny, ela veio da inspiração nova, veio da vontade de lutar e viver. A Sereny é a escritora e, nos primeiros anos de Nyah! era completamente fácil diferenciar as duas, a Déborah era a menina triste, a Sereny era a escritora que queria me salvar! Elas era duas pessoas diferentes e eu até dizia várias vezes que era estranho ouvir alguém me chamando de "Déborah", porque eu era menos ela do que era Sereny!

Eu já fiz um texto falando sobre o nascimento da Sereny, não sei se eu falei de novo no Cause I'm a Writer (provavelmente), mas eu me lembro de ter escrito sobre ela no "Lembra quando sexta-feira era Dia do Brinquedo?" (que é uma série de textos que eu quero relançar eventualmente). Até então, como eu não dizia abertamente sobre a doença, eu nunca falei sobre como ela foi importante pra me curar, mas ela foi. Ela é! Ela sempre esta pronta pra me segurar quando os dias ficam difíceis e eu não lembro mais pelo que lutar.

Tem um trecho do texto que eu fiz sobre ela do "Dia do Brinquedo" que eu vou transcrever aqui, pra mostrar como meu eu de 2012, aquele eu ainda se curando, falava sobre ela:


"Sereny fez de mim mais forte, mais sonhadora, mas viva... O mais intrigante hoje é que já não consigo desvincular Sereny do the GazettE, da assistente pessoal, das Gazegirls... Mas ela não nasceu ligada ao Japão... Nasceu das minhas bruxarias... Do amor que eu sempre tive pelo impossível... Porque dentro de mim ela sempre existiu...
Eu sempre termino esses textos de sexta com alguma reflexão... Pro aniversário da Sereny, vou colocar ma frase que explica sua existência: 'A Ny-chan é como aquelas pessoas que pulam de um avião sem paraquedas, sonhando em voar ou torcendo pro chão não estar longe demais e ela não se quebrar tanto assim' (21 de setembro de 2012)"


Ela foi bem sucedida em todas as missões em que se meteu, ela soube me ajudar, me curar, escrever e me inspirar! Ela me guiou e me fez gostar de mim mesma outra vez!

Todo ano, no dia 19 de setembro, que é o aniversário de quando eu fiz minha conta no Nyah!, mesmo que eu não tenha escrito nada o ano inteiro, eu posto uma história nova, pra celebrá-la! A do ano passado eu também coloquei aqui no blog e é sobre isso, sobre uma conversa entre nós duas, chamada "Paradoxo". E eu digo agora "nós duas" porque esse é o fim da história. Agora, quando me perguntam "qual a diferença entre a Déborah e a Sereny?" eu posso responder que, mesmo que por muitos anos tenha existido várias, hoje elas são a mesma pessoa! A Déborah agora é a escritora, mesmo que ainda seja um pouco triste e doente, escrever é a sua felicidade, é o que a mantem viva!

Vejo vocês no próximo
Déborah Felipe

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Revisitando as Poesias sobre minha Depressão - Soneto da Liberdade



A poesia de hoje, como eu já falei quando ela foi para o Poetry Time, fala sobre um dos meus mitos Gregos preferidos que é o de Ícaro. É triste pensar que eu gosto dele, mas a metáfora é tão perfeita que não tem como não gostar, é uma metáfora sobre Liberdade e sobre Sonhar!

Pra quem não conhece o mito, ele é mais ou menos assim: Dédalo era um grande inventor ateniense e foi quem criou o Labirinto do Minotauro, a pedido do rei Minos. Quando Teseu venceu o monstro e saiu do Labirinto, Minos culpou Dédalo por toda a desgraça e aprisionou o inventor e seu filho, Ícaro.

Juntando as penas das aves, Dédalo construiu asas para que os dois saíssem de lá. Ele alertou Ícaro para que não voasse nem tão baixo, perto do mar, nem tão alto, perto do sol. Mas Ícaro se deslumbrou durante o voo e não seguiu a orientação de seu pai, voando alto e o Sol derreteu a cera que mantinha as penas das asas coladas, fazendo-o cair para a morte.

É uma história muito triste de verdade, fala sobre sonhar alto e sobre como as coisas podem não sair como você espera.

Poesia do dia 25 de julho de 2008 (sexta-feira)

Soneto da Liberdade

Anseia pelo céu, toda criatura que só conhece o chão

E eu sonho em partir minhas correntes e voar...
Toda leveza que o pensamento precisa encontrar
Há muito, vem ecoando no meu coração...

Eu temo menos cair com as frágeis asas da ilusão
Porque cair é um preço pequeno a se pagar...
Pequeno demais perto de tudo do que quero me libertar,
Pequeno demais perto de toda minha solidão...

A cela que inquieta minha alma a partir
É o casulo que tenta me enlouquecer,
Que aprisiona meu coração a não sentir.

E sufoca a minha vontade de viver.
Não é por mal que me machuco ao insistir,
Mas fugir é minha única opção pra não morrer.


Eu gosto muito de escrever sonetos, apesar de eles serem tortos e sem métrica (os grandes poetas se revirariam com o que eu chamo de sonetos, eu sinto muito!), mas eu gosto muito mesmo! Acho tão bonito!

Eu quero destacar aqui as duas últimas estrofes, que são o motivo para essa poesia estar aqui revisitada:

"A cela que inquieta minha alma a partir/ É o casulo que tenta me enlouquecer,/ Que aprisiona meu coração a não sentir / E sufoca a minha vontade de viver./ Não é por mal que me machuco ao insistir,/ Mas fugir é minha única opção pra não morrer."

Eu quis colocá-las aqui porque nós sempre vemos a metáfora do "casulo" como algo transformador e libertados, mas, assim como temos no mito de Ícaro, nem tudo que nos liberta pode só nos fazer bem. Esse casulo me aprisiona, me enlouquece, me machuca e vai me matando aos poucos. Esse casulo me mudou de certa forma, mas esse casulo não trouxe só isso consigo.

Vejo vocês no próximo
Déborah Felipe

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

A escola precisa cuidar melhor de seus alunos!


A escola não é o ambiente agradável que muitas pessoas acreditam. Na verdade, está muito longe disso. E aqui eu estou falando sobre os alunos, mas em vários outros textos meus, eu falo sobre professores e a escola não é um ambiente bom pra eles também.

É triste pensar e ainda pior dizer, mas a escola deixa as pessoas lá dentro doentes. De várias maneiras, assim como por algum tempo foi debatido com o lançamento do seriado no Netflix "Os 13 Porquês". Por algum tempo, eu digo porque agora não se vê mais ninguém falando sobre isso. Além de Hannah, a protagonista que tira a própria vida no seriado, todos aqueles adolescentes estavam doentes, o que eles faziam não estava certo, eles sabiam disso e mesmo assim faziam.

Toda a instituição está doente. As pessoas não se veem mais, as pessoas não se importam mais. Chegamos ao cúmulo de adolescentes, de crianças precisarem de ajuda psicológica por coisas que passaram na escola. Eu estou focando em pessoas até a adolescência, mas faculdades também nos deixam doentes.

E qual seria a nossa saída para essa situação? Bom, quando você está resfriado ou enjoado, o que você faz? Você vai ao médico, certo? Algumas escolas, infelizmente não todas, tem até uma pessoa que, caso algum aluno se machuque ou não se sinta bem, está pronta para fazer os primeiros-socorros. E por que é que nós não temos um profissional dentro das escolas pronto para cuidar do aluno quando o machucado é interno?

Em todas as escolas e universidades do país, de todas as idades, desde os mais novos até os doutores, precisava ter uma equipe de Psicólogos a disposição para que os alunos pudessem recorrer a alguém com quem conversar, com quem se abrir, alguém para ajudá-los. Não Psicólogos que fazem testes vocacionais nos Ensinos Médios, Psicólogos disponíveis para tratamentos semanais e acompanhamento desses alunos.

As escolas precisam ter essa abertura para a Psicologia e ajuda mais seus alunos. Alguns saem da escola com Estresse Pós-Traumático, assim como os soldados na guerra.

Isso não deveria ser considerado normal!

Vejo vocês no próximo
Déborah Felipe

domingo, 20 de agosto de 2017

Revisitando as Poesias sobre minha Depressão - Uma Razão para Viver


A poesia que vamos revisar hoje fala mais uma vez nas metáforas que eu usei tantas vezes sobre a infância, sobre amadurecer, mas o que eu acho mais interessante nela é que ela se chama "Uma Razão para Viver" e era exatamente o que eu não tinha nessa época.

Poesia do dia 15 de agosto de 2008 (sexta-feira)

Uma Razão para Viver

Nem um raio de sol, só a chuva caindo...

Nada de encontrar a superfície, só submergindo...
Nenhuma saída, apenas escuridão...
Nada mais de concreto, tudo uma ilusão...

A linha tênue do sonho perdido
Limita a visão do ser que chora.
Não há mais ninguém envolvido
Onde a solidão é quem mora.

Vidas por mais que passadas,
Intenções mais que esquecidas,
Palavras não mais repetidas,
Esquecidas e muito cansadas...

Não é problema perder,
Se a perda é lição aprendida.
Ninguém consegue saber
A palavra que quer ser ouvida.

Qualquer intenção é válida
Se a intenção consegue salvar...
Se, no coração a pureza cálida,
Permanecer sem se quebrar.

A lua arrasta um novo dia,
Um dia relutante em nascer.
E os olhos encontram a melodia
De uma nova razão para viver.

A tristeza é inquebrável redoma,
Atada às correntes do juízo
Que a própria cura é sintoma,
Vagar à procura de um sorriso.

Dor da profunda saudade
Quebra o trato com o sofrimento
Para que retorne a felicidade
E acabe esse mar de tormento.


Dá pra perceber que todas essas poesias sempre tem a Escuridão nelas, ela sempre aparece e normalmente é bem na primeira estrofe. Ela controla tudo e, nessa época, ela controlava também a minha escrita, minha inspiração.

"Não há mais ninguém envolvido
Onde a solidão é quem mora."


A Depressão sempre te faz se sentir só e, quanto mais sozinho você fica, mais sozinho quer ficar e acaba afastando a todos!

Ninguém consegue saber
A palavra que quer ser ouvida.


Infelizmente, não existe uma coisa certa a ser dito pra quem está assim, não existe uma cartilha para ajudar aquela pessoa, ela principalmente precisa querer ser ajudada, mas acho que o mais importante é que não se desista dela, mesmo que ela esteja afastando a todos.

Vejo vocês no próximo
Déborah Felipe

sábado, 19 de agosto de 2017

Conheça a sua Força!



Com a Depressão não dá pra prever como serão nossos dias...
Às vezes, você acorda e consegue não sentir aquele peso horrível no peito, consegue se levantar quando o despertador toca, se trocar, tomar seu café e sair. Ela até te deixa ser produtivo e fazer tudo aquilo que você tinha planejado, você consegue chegar ao final do dia orgulhoso de si mesmo, sentindo que fez aquele dia valer à pena!

Às vezes, você já acorda cansado, com o coração apertado, desmotivado, desejando que o mundo seja destruído por um meteoro. Se você consegue sair da cama, o dia é longo, exaustivo, sua mente nunca está focada verdadeiramente em nada. Sua lista de coisas pra fazer parece interminável e, no final do dia, você só quer se trancar no seu quarto e fingir que não aconteceu.

Mas também tem dias que parecem que vão ser bons e no final a doença também acaba vencendo... Nesses dias, tudo está normal e você está tendo um dia bom, você consegue se divertir e aproveitar. De repente, todo o seu ânimo te abandona e você simplesmente não sabe o que aconteceu, mas nada parece bom e você não quer mais fazer nada.

Isso é completamente normal! Quando alguma coisa abala seu emocional de alguma forma, a Depressão se aproveita disso e eu não vou falar em termos técnicos de como ela faz isso biologicamente, como eu já disse, eu não sou especialista, tudo o que eu estou dividindo são situações que eu já encarei, já aconteceram comigo nessa árdua convivência com ela.

Dias bons e ruins sempre acontecem, não importa nossa condição, todos nós sempre temos de passar por alguma situação que nos deixa arrasados, que nos dá muita vontade de desistir mesmo. Com a Depressão, coisas normais podem nos deixar assim todos os dias. O importante é saber que você é capaz de passar por tudo isso! Você pode e precisa se dizer isso muitas vezes, mas uma hora você começa ou recomeça a acreditar na sua própria força!

Vejo vocês no próximo
Déborah Felipe

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Revisitando as Poesias sobre minha Depressão - Futuro


Quando eu coloquei essa poesia que vamos revisitar agora no Poetry Time era a mudança de 2014 para 2015 e eu não sabia direito se ela tratava de um sentimento que tinha ido embora ou se ainda estava ali. Eu queria poder pegar em minha mão e me dizer que é um sentimento que ainda está aqui, mas tudo bem! Você vai ficar bem!

Poesia do dia 1º de janeiro de 2009 (quinta-feira)

Futuro

Por quanto tempo ainda vai durar

Toda essa minha solidão?
Essa noite infinda sem luar,
Na estrada escura da ilusão?

Que dor é essa que fere e não existe?
Que traz a espada transpassada pelo peito?
Que condena o coração a ser tão triste?
Que faz qualquer problema não ter jeito?

Essa angústia dilacera sem motivo,
Encarcera a razão inconstante.
Traz no impossível um atrativo
De uma ansiedade tão sem precedente.

Eu busco dolorosamente essas respostas,
Como eu queria esse segredo desvendar...
Pra não errar nesse jogo de apostas
Que é o Futuro a me espreitar...

Eu não sabia o que estava acontecendo comigo, como eu falo tantas vezes nessas minhas novas análises, pode até parecer repetitivo, mas é um fato. Quando a Depressão me pegou eu não tinha ideia do que estava acontecendo. Eu acreditava que a Depressão era tantas coisas que não conseguia enxergar o que estava bem na minha frente.

O que é essa dor que fere e não existe? Que traz a espada transpassada pelo peito? Que condena o coração a ser tão triste? Que faz qualquer problema não ter jeito? A Depressão!

Uma resposta tão simples e tão dolorosa quanto as perguntas, tão difícil e tão elucidativa! Às vezes, eu me pergunto se eu teria entendido e aceitado mais fácil se tivesse tido alguma ajuda. Muito provavelmente, mas o caminho é tortuoso e diferente para cada um.

Vejo vocês no próximo
Déborah Felipe

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Solidão



Imagine que você está sozinho dentro de uma casa. Não é a sua casa. Você não sabe onde estão as outras pessoas e não sabe se já esteve naquele lugar antes, tudo parece desconhecido e sombrio.

Não sombrio "filme de terror", sombrio de frio, de doloroso, de triste...

Você começa a andar por essa casa e tenta descobrir alguma coisa, mas está cada vez mais escuro, parece que o sol está se pondo e não tem energia elétrica nesse lugar, quando estiver noite, será praticamente impossível enxergar alguma coisa.

O lugar também é muito frio e todas as portas estão trancadas, só o que você escuta são os seus próprios passos. Você tenta chamar alguém para te ajudar, mas sua voz sai fraca, nem mesmo você é capaz de se escutar.

Aquele lugar te causa angústia, arrepios, vontade de chorar e a cada novo corredor, tudo parece novo e desconhecido e hostil. Aquela solidão começa a te sufocar, você quer gritar e não tem voz, você quer correr e não tem forças, você quer respirar e lhe falta o ar.

Para piorar, esse lugar, que você não sabe, fica na beirada de um abismo e, dependendo de onde você está pisando, pende mais pra queda ou mais pra terra...

Essa casa é você! Você não é capaz de se reconhecer, você não consegue pedir ajuda, você se sente sozinho e machucado. A Doença te trancou ali dentro e a cada dia você pode cair.

Vejo vocês no próximo
Déborah Felipe